
E é com as consequências psicológicas dessa situação que elas vão voltar para o trabalho. “Um dos grandes desafios para os líderes será lidar com os problemas emocionais das equipes, adquiridos durante a pandemia”, explicou a especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas.
Ela lembrou que antes já havia um considerável número de pessoas que se afastavam do trabalho por depressão e ansiedade. Com a situação atual, isso se agrava e o número de casos aumenta. “É o medo de perder o emprego, a preocupação por já ter perdido ou estar com o salário reduzido. Muitas vezes, sem saber o que está acontecendo na empresa”.
Ela destacou que as empresas têm um papel muito importante para ajudar os colaboradores nessa fase, que é ter uma comunicação mais efetiva e transparente. O que ajuda a minimizar os impactos psicológicos da crise.
Gisélia cita estudos que mostram, por exemplo, que há mais consequências emocionais sobre um trabalhador que não sabe se vai ser demitido do que sobre outro que já têm a certeza da demissão. “É a incerteza. E uma comunicação clara e assertiva por parte da empresa ajuda a minimizar essa situação. Com uma definição, a pessoa tem mais saúde”.
O CEO da Heach, Élcio Paulo Teixeira, lembrou que a liderança vai ter que não só estar preparada para lidar com os desafios da equipe como também com os próprios. Já que, durante esse período, também tem passado por situações de pressão e de ter que escolher demitir, assim como os medos e receios referentes à doença.
“O gestor tem que criar um clima de segurança psicológica. Precisa mostrar para a equipe que a integridade física e emocional de cada funcionário é valorizada”.
Ela destacou que cada empresa tem usa cultura e que passar essa segurança para que o gestor a passe para a equipe, é muito bom. “Ninguém sabe muito bem o que vai acontecer”, lembrou.
Ela destacou que há empresas que estão oferecendo acompanhamento psicológico para os seus líderes, o que considera importante em um momento como esse.
Segundo especialistas, é importante tentar voltar ao trabalho com as questões mais bem resolvidas. Alimentar-se bem e fazer atividade física ajudam nesse aspecto.
SAIBA MAIS
Desafios da liderança
- São vários os desafios que as lideranças estão enfrentando e vão continuar a enfrentar. Entre eles:
- Demonstrar que tem firmeza e segurança para liderar em situações com contexto incerto.
- Liderar equipes que não conhece pessoalmente.
- ter Inteligência emocional para lidar com o time de colaboradores.
- ter uma Comunicação assertiva e automotivação.
- Desapegar de controles como horário e presença e focar na produtividade.
Para conseguir o posto
- Quem tem o perfil e está em busca de uma vaga de liderança, deve se propor a tomar algumas atitudes:
Vitrine
- Manter o Linkedin atualizado, já que se tornou uma ferramenta de busca importante. Além disso, é preciso zelar pelas redes sociais.
Interesse
- Estudar sobre a empresa na qual quer ingressar (cultura, serviços, negócios, competências que normalmente se exige). Saber essas informações demonstra interesse. É preciso também entender se seus valores são aderentes aos da empresa. Além de ser sincero consigo em relação a essa avaliação.
Comunicação e tecnologia
- Preparar-se para o processo seletivo. Principalmente para conseguir se comunicar de forma clara.
- Aprender a gravar vídeos falando sobre você em um minuto. A missão, embora pareça fácil, não é. Esse vídeo deve responder a pergunta: Quem é você? O que torna difícil fazer a síntese.
- Saber mexer em diversos tipos de aplicativos que possibilitem a comunicação, como Zoom e Microsoft Teams.
Honestidade
- Saber quais são as próprias limitações e os pontos fortes. Responder em uma entrevista de emprego que o ponto fraco é ser perfeccionista mostra que o candidato quer fazer parecer que até seu ponto fraco é uma qualidade, o que não é bom. Afinal, ser humano não é perfeito.
- Mostrar flexibilidade e capacidade de adaptação e passar segurança.
Fontes: Elcio Paulo Teixeira, Viviane da Mata, Gisélia Freitas e ABRH.