Às vésperas de começar a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), lojistas e financeiras preparam descontos para ajudar a limpar o nome de mais de 100 mil com esse dinheiro.
Na AgoraCred, cada caso é analisado individualmente, mas o desconto é concedido por parcelas, sendo que o cliente, ao optar por quitar o saldo devedor, poderá receber desconto de até 100% nos juros de atraso e na multa para parcelas atrasadas há mais de 360 dias.
Esse desconto é para pagamento à vista, segundo o gerente de Cobrança da AgoraCred, Roberto Hecher. “O cliente que não tiver todo o recurso disponível poderá parcelar o pagamento da dívida em até 16 vezes, tendo no mínimo 60 dias de atraso da parcela. Nesse caso, os descontos são proporcionais ao tempo de atraso”.
Na Dacasa Financeira, a negociação pode ser feita a partir de 61 dias de atraso. O gerente de Negociação da financeira, Ubiratan Dib Nogueira, explicou que as condições do cliente são levadas em conta.
“Fazemos de tudo para que o cliente consiga negociar a dívida para sair da inadimplência. Fatores como desemprego, diminuição da renda, doença e morte na família são levados em conta para elaborar uma proposta condizente com a disponibilidade do consumidor, com parcelamentos e descontos.”
A coordenadora de Negociação da Dacasa, Sara Rodrigues, disse que hoje são mais de 700 mil clientes com atraso superior a 60 dias. “Em média, 22 mil pagam suas dívidas por mês na Dacasa a partir de 61 dias, e a nossa expectativa é alcançar mais de 100 mil clientes antes das festas de fim de ano. Com relação ao FGTS, o consumidor terá plena liberdade para usar o recurso da melhor forma.”
O presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, estima que 50% dos trabalhadores que irão sacar o FGTS vão pagar as dívidas e deixar de ter o nome negativado.
“De olho nesse público, lojistas preparam descontos especiais nesta época em que o movimento passa a ser maior.”
O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória Sidney Ferreira ressaltou que as dívidas de menos de R$ 500 representam ao menos 35% das inclusões. “Mas mesmo que não consigam quitá-las, as pessoas podem usar os valores para dar um sinal na negociação e recuperar o crédito.”
Leia a reportagem completa na edição impressa de A Tribuna desta terça-feira (27).
