Mesmo com o avanço da vacinação, a queda no número de casos, internações e mortes por covid-19, a pandemia deixou e ainda vai deixar rastros no setor de bares e restaurantes do Estado. Um dado que mostra os efeitos disso é o de que a cada quatro estabelecimentos, um o dono não consegue pagar os salários em dia, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Além do atraso no pagamento dos salários de funcionários, outros débitos também entram na parte de contas atrasadas.
“Estamos tentando nos levantar, mas tem um passivo muito grande. É uma gama de problemas causados por um longo período em que ficamos fechados. Isso dentro daqueles que conseguiram sobreviver.
Além dos salários, o pagamento de fornecedores, aluguel e energia também está sendo prejudicado”, afirmou Vervloet.
Em estimativa feita pelo Sindbares, cerca de 10.500 estabelecimentos, entre bares e restaurantes, fecharam as portas e não resistiram aos estragos causados pela pandemia.
A Abrasel reforçou o mau momento que a classe enfrenta. Segundo a associação, em nível nacional foram 300 mil estabelecimentos fechados.
Já os que conseguiram continuar funcionando, 72% deles estão trabalhando com prejuízo.
A situação levou a Abrasel a entrar com uma ação na Justiça no último mês exigindo a reparação financeira aos negócios do setor.
Na época, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, justificou a ação na Justiça dizendo que os prejuízos causados foram por conta das medidas adotadas pelos governos estadual e municipal.
“Temos a clareza de que as perdas provocadas no setor foram resultantes de atos do Executivo municipal e estadual, portanto, cabe a estes a responsabilidade pela reparação”, disse Paulo.
No entanto, a expectativa é de que as contas se equilibrem e o setor volte a trabalhar no azul nos próximos meses. “O cenário é de recuperação. Mas temos um horizonte de perspectiva positiva, com a vacinação avançando. A vacinação é o ponto chave, é um divisor de águas”, disse Rodrigo.