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Eco101 diz que é correto cobrar pedágio mesmo sem duplicação

Paulo Hanke e José Carlos Cassaniga, diretores da Eco101, foram questionados pelos deputados estaduais em audiência na Assembleia Legislativa. Foto: ...

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Paulo HANKE e José Carlos Cassaniga, diretores da Eco101, foram questionados pelos deputados estaduais em audiência na Assembleia Legislativa Paulo Hanke e José Carlos Cassaniga, diretores da Eco101, foram questionados pelos deputados estaduais em audiência na Assembleia Legislativa. Foto: Kadidja Fernandes

Sim. Foi o que o diretor presidente da Eco101, José Carlos Cassaniga, respondeu quando perguntado se acha correto continuar arrecadando mais de R$ 550 milhões em pedágio na BR-101 e mesmo assim não duplicar 418 km da rodovia, como previsto em contrato.

Cassaniga e o diretor superintendente da Eco101, Paulo Hanke, prestaram esclarecimentos a deputados estaduais na Assembleia Legislativa nessa terça-feira (29) e fizeram questão de dizer que, apesar de não duplicarem, querem continuar com o contrato.

Multada em R$ 32 milhões pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por não seguir prazos de obras previstos, a Eco101, representada por Cassaniga, confirmou que está entrando com recursos para não pagar a quantia.

Cassaniga, aliás, voltou a bater na tecla de que o contrato sofreu influência da “crise econômica, dos atrasos nos licenciamentos ambientais, do excesso de judicialização para desapropriações e da falta dos financiamentos privados previstos” e, por isso, a BR-101 segue sem duplicação – anotando mais de 103 mortes este ano, incluindo a maior tragédia rodoviária do Estado, em Guarapari.

À reportagem, Paulo Hanke garantiu que vai duplicar 91,7 km da rodovia, mas não soube especificar o trecho – sob análise da ANTT.

Edições de A Tribuna – detalhando a contraproposta da Eco101 enviada à ANTT, que deseja diminuir o número de ambulâncias e guinchos de socorrro na BR – foram utilizadas por deputados em plenário para questionar os diretores sobre a “economia” de serviço, mesmo sem diminuição da tarifa do pedágio, que chega a R$ 5,30 para carro de passeio.

“Não é uma economia. Nossa proposta é técnica e um reequilíbrio baseado na estatística de prestação de serviço”, rebateu Cassaniga.

Agora, a ANTT terá que apresentar à Assembleia Legislativa, em 10 dias, todas as multas aplicadas à Eco101 detalhadamente.

Ainda na audiência, o deputado Josias Da Vitória confirmou notícia dada com exclusividade por A Tribuna, adiantando que ele entraria com processo na Justiça Federal pedindo o fim do contrato de concessão da BR-101 a Eco101.

A reportagem completa você lê na edição desta quarta-feira (30) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Lucas Rezende

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