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Economia

Empresários criticam proposta que pode acabar com a escala 6×1

Medida tem gerado forte reação do setor produtivo

Carteira de trabalho digital.
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



A proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 tem gerado forte reação do setor produtivo. Para empresários, a medida tende a reduzir a produtividade, elevar custos operacionais e pressionar preços ao consumidor, além de desconsiderar as particularidades de cada setor econômico.

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O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, afirmou que, neste momento, o fim da escala 6×1 afetaria diretamente a produtividade no Brasil, que já é baixa e não cresce há décadas.

“Se reduzirmos ainda mais nossa produtividade, aumentaremos custos operacionais das empresas e, em algum momento, precisaremos repassá-los ao consumidor. O País tem outros problemas muito mais urgentes”.

A Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES) entende que a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 deve ser conduzida por meio do diálogo e da negociação coletiva.

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Nesse sentido, a Federação manifestou-se contrária à PEC, por compreender que medida de caráter constitucional não é o instrumento adequado para tratar um tema que exige flexibilidade e consideração das realidades de cada setor.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES) também afirmou que o setor vê com preocupação a forma como ocorre a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, ressaltou que a hotelaria está totalmente apreensiva com essa sinalização do governo de “unificar” e acelerar o fim da escala 6×1.

“Na prática, reduzir jornada sem elevar produtividade, sem desonerar e sem um plano de transição consistente tende a gerar uma combinação ruim: serviços mais caros, diárias mais altas, menos vagas formais e mais informalidade”.



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