Descrevendo a situação dos setores produtivos capixabas como caótica, empresários se reuniram ontem com o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Erick Musso.
Na pauta: abertura comércio em geral, de todas atividades econômicas, como bares, restaurantes, além de funcionamento das escolas.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado, José Lino Sepulcri, diz que a agenda foi positiva e teve a participação de mais de 20 entidades. “Ele (Erick) se comprometeu a levar o pleito ao governador (Renato Casagrande) sobre a abertura do comércio em geral. Existe a preocupação com a vida dos micro e pequenos empresários, principalmente”.
Rodrigo Miguel Vervloet, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado, também participou. “Expusemos que o setor formal tem que ser visto como um aliado no combate ao vírus e que seu fechamento induz a migração para a informalidade e precarização das empresas, empregos e condições sanitárias”.
“Ele (deputado) deixou claro que não é enfrentamento ao governo, mas uma via de avanço de reabertura, porém, caso não venha a abertura, seria levada a situação ao plenário para que seja decidido no âmbito do Poder Legislativo”.
À reportagem, Erick Musso disse, por nota, que o Estado precisa debater a reabertura permanente do comércio. “Os cuidados com a vida e com a saúde e a preservação da atividade econômica podem acontecer simultaneamente”.
Para ele, o comércio precisa voltar a funcionar diariamente, respeitando, como já fazem, os protocolos de biossegurança. “Vamos debater e dialogar com o governo e achar a melhor saída”.
Hoje o governador irá anunciar o novo mapa de risco. Se a taxa de ocupação de leitos de UTI continuar abaixo de 90%, o Estado pode deixar de ter cidades no risco extremo na próxima semana.
Assim, cidades como as da Grande Vitória, hoje classificadas como risco extremo, podem ter o risco reduzido para patamares abaixo, como o risco alto. Nesse nível, algumas medidas podem ser flexibilizadas, como o funcionamento do comércio de segunda a sábado.
No risco alto, as academias também podem funcionar com até 20 atendimentos por hora, desde que respeitados os 15 metros quadrados por pessoa.
