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Economia

Empresas fazem leilão de salários em áreas onde há mais empregos

Apesar do grande número de pessoas que estão em busca de uma oportunidade de trabalho, o mercado tem sofrido com a falta de profissionais ...

De acordo com Monara Brambilla, analista financeiro da empresa, a carência maior está nos profissionais de tecnologia da informação.

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Apesar do grande número de pessoas que estão em busca de uma oportunidade de trabalho, o mercado tem sofrido com a falta de profissionais qualificados em diversas áreas. Isso faz com que a concorrência entre as empresas em busca de talentos se torne cada vez mais acirrada.

De acordo com Monara Brambilla, analista financeiro da empresa, a carência maior está nos profissionais de tecnologia da informação. (Foto: Antonio Moreira/AT)E é aí que acontecem os chamados “leilões” de salários, em que o mesmo profissional é disputado por mais de uma empresa, que apresentam remunerações e benefícios diferentes e atrativos, durante o processo seletivo, muitas vezes realizados por equipes de recrutamento.

De acordo com a especialista em carreiras Gisélia Freitas, situações assim acontecem muito no Estado. “Aqui existe uma limitação de mão de obra qualificada ou com especializações técnicas. E, com o mercado voltando a aquecer, isso se torna cada vez mais comum”, disse.

Ela destacou a área da saúde como uma das que têm ocorrido tal fato com maior frequência. E afirmou que a diferença salarial de uma empresa para outra pode ser de até R$ 1.000, dependendo do cargo.

“Nos cargos de níveis mais altos os valores são mais significativos, além de melhores benefícios, como auxílio-creche, ajuda com gasolina, participação em resultados. Já nos cargos operacionais, esses valores são menores”, frisou.

Gisélia citou a área da saúde como uma onde mais acontecem os leilões. “Enfermeiro, auxiliar de laboratório, técnico em enfermagem e outros”, listou.

Outra área com falta de profissionais é a de tecnologia da informação. “A gente tem gastado mais tempo para selecionar profissionais, de 2 a 3 meses. São muitas desistências. A pessoa participa de vários processos ao mesmo tempo, tem contrapropostas de salário”, ressaltou Lorena Campanharo Benetti, gerente de RH da Liberfly.

A psicóloga e diretora da Psico Store Martha Zouain destacou outras áreas onde o “leilão” acontece.
“Tenho visto muito na área de projetos, com pessoas que são muito boas, têm habilidades diferenciadas, organização e resultados. Na área contábil também, principalmente área tributária”, destacou Martha.

O especialista em carreira Elias Gomes salientou que a situação pode ser saudável ou prejudicial, dependendo de como acontece. “Quando o funcionário usa disso para fazer um leilão é ruim. Mas, se acontecer naturalmente, é salutar”.
 

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