
Eles afirmaram que as linhas de crédito com juros baixos, que foram oferecidas para pagar empregados, exigem burocracia.
“O financiamento existe, mas os empresários não conseguem chegar até ele. São muitos os entraves, como conseguir avalistas, que neste momento de pandemia é complicado”, afirmou o presidente do Conselho de Relações Trabalhistas (Consurt) da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Fernando Otávio Campos.
Somente na indústria, ele destacou que cerca de 55 mil empregos podem ser salvos se esse crédito for liberado aos empresários.
O diretor da Federação do Comércio no Estado (Fecomércio), José Carlos Bergamin, destacou a necessidade da disponibilidade do dinheiro. “Estamos na semana limite. Na semana que vem esse dinheiro tem de ir para o mercado. Senão o empresário pode se ver obrigado a demitir, ou fechar”.
Já o presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Estado (Femicro), Rodrigo Sangali, destacou que a exigência de Certidão Negativa para conseguir o financiamento é um dos grandes obstáculos aos empresários.
“A maioria não tem a certidão. E mesmo as que poderiam regularizar, estão paradas, sem funcionar, e com isso sem o dinheiro para fazer o parcelamento”, afirmou.
Ele destacou que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode retirar algumas exigências.
“Vai facilitar muito para o empresário, pois ele quer esse dinheiro, mas no momento não consegue.”
Através de nota, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), informou que desde o dia 8 de abril os interessados podem pedir o financiamento para pagar salários de funcionários e que os bancos estão recebendo e avaliando as propostas.
Quanto ao empréstimo sem juros para pequenas e médias empresas, além de microempreendedores, autônomos e economia solidária, a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) ressaltou que os procedimentos para as linhas de crédito estão em fase final de avaliação e deverão ser publicadas nos próximos dias em decreto do governo do Estado.
