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Economia

Empresas vão retomar construção de portos com 5.340 empregos

O Espírito Santo está prestes a dar um salto em relação à logística, com a construção de três portos, que vão criar mais de 5.340 vagas de emprego. O ...

Projeção do porto da Imetame em Aracruz, que vai movimentar desde líquidos e gasosos a contêineres e veículos

Última atualização

Projeção do porto da Imetame em Aracruz, que vai movimentar desde líquidos e gasosos a contêineres e veículos (Foto: Imetame/ Divulgação)

O Espírito Santo está prestes a dar um salto em relação à logística, com a construção de três portos, que vão criar mais de 5.340 vagas de emprego. O porto da Imetame, em Aracruz, e o Itaoca Offshore, em Itapemirim, já estão com todas as licenças ambientais necessárias para iniciar as obras, segundo as empresas proprietárias dos negócios.

A previsão de ambas é de que as obras tenham início no ano que vem. Além disso, o grupo americano Edison Chouest busca uma parceria para colocar em prática o projeto do Porto de Gamboa, também em Itapemirim.

Somente para os empreendimentos com início de obra previsto para o ano que vem serão contratadas 4.340 profissionais.

Serão 1.100 para as obras do Porto da Imetame, e 640 para a operação. Já para o Itaoca Offshore estão previstas mil vagas no pico da obra e 1.600 na operação.

Esses dois portos têm propostas diferentes.

O da Imetame traz o conceito multipropósito, modelado para atender aos mais diversos setores produtivos, desde serviços de apoio a importação e exportação de cargas diversas, como também no embarque e desembarque de contêineres, carga geral, veículos, carga de projeto, granéis sólidos, líquidos e gasosos, e apoio offshore.

O diretor comercial da Imetame Logística Porto, Anderson Carvalho, explicou que a primeira fase do empreendimento prevê investimento de R$ 700 milhões e terá como foco contêiner e carga geral. “De acordo com a demanda, vamos colocando outros segmentos em operação”, destacou. A partir do início da obra, são estimados três anos para sua conclusão.

Já o Itaoca Offshore, como o próprio nome já diz, é focado na cadeia de suprimentos da indústria que explora óleo e gás.

“Pelo porto vão passar as cargas para abastecer plataformas de produção e sondas de perfuração. O que inclui, por exemplo, o transporte de alimentos e equipamentos”, explicou o diretor de operações do empreendimento Álvaro de Oliveira Júnior.

Já em relação ao Porto de Gamboa, em Itapemirim, a ideia é de que o projeto torne-se um terminal para cargas gerais. A construção vai criar, no mínimo, mil empregos, além de vagas para trabalhar na operação.

Mudança de planos para projeto em Itapemirim

O grupo americano Edison Chouest, dono do projeto do Porto de Gamboa, em Itapemirim, mudou de planos. A afirmação é do deputado estadual Theodorico Ferraço, que acompanha as negociações relacionadas ao assunto há alguns anos.

“O objetivo inicial era um porto para atender apenas as demandas do setor de petróleo, mas agora o grupo quer apostar em um porto geral”, afirmou o deputado.

O projeto já tem licença de instalação, mas, para sair do papel, o grupo busca uma parceria.

“Sugeri que buscassem junto ao governo do Estado um mecanismo para viabilizar a obra, de forma que se integre ao projeto de desenvolvimento do Estado”, disse Theodorico.

O parlamentar fez o pedido de audiência com o governador Renato Casagrande, para que ele converse com líder do grupo, por meio da Casa Civil.

Procurada, a Casa Civil não informou até o fechamento da edição se a audiência será realizada.


Detalhes dos portos

  • Porto da Imetame

Início das obras

O porto da Imetame, em Aracruz, está prestes a sair do papel. A expectativa é de que as obras tenham início no primeiro semestre de 2020. Para a primeira fase, o investimento será de R$ 700 milhões. O prazo para construção é de três anos após o início da obra. O investimento total ainda não foi divulgado.

A área está terraplanada e a parte de mar será iniciada após a autorização da Secretaria de Portos e da assinatura do contrato de Cessão Onerosa com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A previsão da empresa é de que até março do ano que vem isso esteja resolvido.

Contratações

Para a obra serão contratados até 1.100 profissionais. Entre engenheiros, técnicos em edificação, pedreiros, auxiliares, operadores de máquina, motoristas, eletricistas, entre outras funções.

Já para a operação com capacidade máxima serão 640 oportunidades. Entre elas, operador de empilhadeira, operador de guindaste, auxiliar administrativo, técnico em manutenção de equipamentos portuários, contador, profissionais responsáveis pelo controle de cargas e de acesso de caminhões no porto, entre outros.

A empresa informou que vai priorizar a contratação local e que para a operação será necessário fazer um trabalho de qualificação da mão de obra. O recebimento de currículo vai acontecer após a empresa conseguir as autorizações necessárias que ainda estão pendentes.

Serviços

Com conceito multipropósito, o porto está modelado para atender aos mais diversos setores produtivos, desde serviços de apoio a importação e exportação de cargas diversas, como também no embarque e desembarque de contêineres, carga geral, veículos, carga de projeto, granéis sólidos, líquidos e gasosos, e apoio offshore. A primeira fase do empreendimento terá foco em contêineres e carga geral. Outros segmentos vão entrar em operação de acordo com a demanda.

Projeção do porto da Itaoca Offshore, a ser construído em Itapemirim: a previsão é de que as obras tenham início no primeiro trimestre do ano que vem. No local, haverá heliponto estratégico, por exemplo (Foto: Divulgação)Capacidade

O empreendimento possui mais de um milhão de m de área e contará com estrutura inicial para movimentar 300 mil contêineres de 6,1 metros de comprimento, por ano, com capacidade para expansão de até 1 milhão de contêineres.

O desenvolvimento de toda infraestrutura, tais como acesso marítimo, bacia de evolução e berços de atracação, tem como objetivo atender, além dos navios de cabotagem e feeder, as linhas de longo curso que operam com navios de grande porte, como também estar preparado para atender a próxima geração de navios conteineiros New Post Panamax.

  • Itaoca Offshore

Início das obras

A previsão é de que as obras do terminal portuário Itaoca Offshore, em Itapemirim, comece no primeiro trimestre do ano que vem, de acordo com a empresa. O investimento previsto é de R$ 900 milhões. O prazo para a construção é de 24 meses, a partir do início das obras.

Contratações

Para a obra serão contratados mil profissionais, para cargos de operador de máquinas, soldador, maçariqueiro, operador de plataforma de escavação de estaca no mar, operador de empilhadeira, entre outros.

Já para operação serão 1.600 vagas. Cargos: profissionais para organizar as cargas nos contêineres, motorista, técnico em manutenção mecânica e elétrica, entre outros.

Contratação

A seleção será feita no primeiro trimestre de 2020. Os interessados já podem enviar currículo para o endereço: www.itaocaoffshore.com.br. Basta acessar a aba “trabalhe conosco”.

Serviços

O terminal portuário vai atender a indústria que explora óleo e gás. Por ele vão passar cargas de suprimentos que deverão ser levadas ou trazidas das plataformas de produção de petróleo e sondas de perfuração. São exemplos: alimentos, combustíveis, equipamentos, entre outros.

Capacidade

Poderá chegar a 4 mil atracações por ano. São embarcações diversas adequadas para o tipo de produtos a serem transportados por cada uma.

O empreendimento está fora de centros urbanos, terá 660 mil m de área para armazenagem e locação de espaço para prestadores de serviços, heliponto e prédio administrativo com infraestrutura completa.

Trabalho na indústria de petróleo (Foto: Divulgação)

  • Porto de Gamboa

Início das obras

Depois de investir R$ 85 milhões no projeto do Porto de Gamboa, em Itapemirim, a Edison Chouest busca uma parceria para tocar o projeto.

A partir do momento em que essa parceria for estabelecida e forem definidas as diretrizes a seguir, será mais fácil estimar o início das obras.

Serviços

em vez de fazer um porto voltado para o setor de petróleo, pretende apostar em um porto geral, de acordo com o deputado estadual Theodorico Ferraço. Isso se deve ao fato de Itapemirim ficar perto de Anchieta, destino da ferrovia a ser construída pela Vale a partir da Grande Vitória.

Contratações

Independentemente dos rumos traçados pela nova parceria do grupo, o porto deve criar, pelo menos, 1.000 empregos no período da obra, além das vagas para a operação.

Para a obra são oportunidades para engenheiros, pedreiros, técnico em edificações, entre outros profissionais.

Já para a operação são oportunidades para operador de guindaste, técnico em manutenção de equipamentos portuários, contador, técnico em segurança do trabalho, entre outros profissionais.

Técnico em segurança do trabalho: uma das profissões com vagas abertas (Foto: Divulgação)Audiência

Por meio da Casa Civil, o grupo americano Edison Chouest deseja se reunir com o governador do Estado, Renato Casagrande, para tratar do assunto, de acordo com o deputado Theodorico Ferraço, que acompanha as negociações há mais de uma década.

A intenção é pedir ao governador que ele integre o projeto ao plano de desenvolvimento do Estado, impulsionando parcerias com empresas.

Segundo o deputado, o pedido da audiência foi feito por meio da Casa Civil. Procurada, a Casa Civil não informou até o fechamento desta edição se a audiência será realizada.


Empregos indiretos

A instalação dos três portos previstos para o Espírito Santo, além de fortalecer a logística, vai atrair empresas para o Estado, entre importadoras, empresas que prestam serviços de manutenção e conserto de embarcações, entre outras.

Ou seja, além dos empregos diretos trazidos pelos três portos, os empreendimentos também vão criar vagas indiretas e impulsionar a economia capixaba.

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