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Economia

ES já conta com mais de 175 mil consumidores de energia solar

Estado possui 1,2 gigawatt (GW) de geração própria de energia solar, num total de 97,7 mil sistemas operacionais

Painéis solares
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

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O Espírito Santo já conta com mais de 175 mil consumidores de energia solar, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

O Estado possui 1,2 gigawatt (GW) de geração própria de energia solar, num total de 97,7 mil sistemas operacionais em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Do total de consumidores, 48,9 mil são empresas e indústrias.

Conforme mapeamento da Absolar, o Espírito Santo está entre os 14 estados brasileiros com maior potência instalada de energia fotovoltaica para a geração própria.

Apesar dos altos preços de investimento, as placas solares ainda são ferramentas que ajudam muito a economizar, segundo a presidente da Absolar, Bárbara Rubim.

“Os módulos fotovoltaicos têm uma garantia de performance de 25 anos. O que isso significa? Que o consumidor vai instalar o sistema hoje e, daqui a 25 anos, aquelas placas que ele colocou no telhado dele vão gerar pelo menos 80% do que elas geravam no dia 1 da instalação do sistema”, disse.

A média para implementar a energia fotovoltaica em uma residência comum é de R$ 12 mil a R$ 15 mil. Porém, segundo Bárbara, “só o que ela vai ter de economia na sua conta de luz em cerca de 3 ou 4 anos já vai mais do que pagar esse investimento que foi feito”.

Representante do segmento de energia solar no Estado, Luciano Juliatti Eggert falou dos desafios que trabalhadores e empresários enfrentam, e avaliou existir potencial para o crescimento dessa matriz energética em território capixaba.

Presidente da Frente Capixaba de Energia Distribuída, ele destacou que apenas 3,5% das unidades consumidoras têm acesso à energia solar, o que é muito pouco, e que, atualmente, cerca de 80% dos projetos estão sendo reprovados por inversão de fluxo.

A inversão de fluxo na energia solar ocorre quando sistemas fotovoltaicos geram mais eletricidade do que o consumo local, enviando o excedente à rede elétrica e invertendo o sentido do fluxo (da residência para a rua).

Eggert explicou que a adoção de iniciativas já existentes em outros estados para fomento são importantes, como a cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Verde e a adoção do crédito de carbono. “Precisamos de benefício para que continue crescendo”.


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