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Economia

ES já negocia com 16 empresas do setor automotivo

Chegada da GWM abre oportunidades em moradia, mobilidade, baterias, carregadores e fornecedores, além da cadeia de veículos

Patrícia chamou projetos de uma “segunda onda” de investimentos
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização

Patrícia chamou projetos de uma “segunda onda” de investimentos
Patrícia chamou projetos de uma “segunda onda” de investimentos Foto: Gustavo Andrade

O Espírito Santo negocia com 16 empresas do setor automotivo a instalação de operações atraídas pelo novo polo industrial que começa a se formar com a chegada da fábrica da Great Wall Motor (GWM) a Aracruz.

Ao todo, a Nova ES acompanha 26 projetos em negociação com 21 empresas. Desse total, 20 são ligados ao setor automotivo e envolvem 16 companhias.

Os outros seis estão relacionados a negócios que podem surgir no entorno do novo polo, como habitação, mobilidade, baterias, carregadores, fornecedores e áreas destinadas a empresas que atendem diretamente a indústria.

Os dados foram apresentados pela diretora-presidente da Nova ES, Patrícia Gouvêa, no Fórum de Desenvolvimento Econômico do Lide ES, em Vitória.

Segundo Patrícia, esse movimento representa uma “segunda onda” de investimentos. A lógica é que a chegada de uma grande empresa-âncora, como a GWM, não movimente apenas sua cadeia direta de fornecedores e prestadores de serviços, mas também crie novas demandas na região.

“Quando a GWM anuncia que vem para o Espírito Santo, o que gera de oportunidade não está limitado à cadeia de produção direta dela, aos fornecedores daquela indústria ou aos serviços que vão prestar serviço para eles. Gera também oportunidades no território”, afirmou.

Ela citou como exemplos a necessidade de moradia, comércio, mobilidade e infraestrutura para atender trabalhadores e famílias que podem se mudar para a região.

Para a executiva, esse efeito pode ajudar a formar uma nova plataforma industrial no Espírito Santo.

Ela explicou que a atração de investimentos costuma envolver um processo longo de avaliação e que a Nova ES atua para reduzir esse tempo, apresentando aos investidores as condições do Espírito Santo para receber e expandir negócios.

Fatores

Entre os fatores analisados pelas empresas estão mercado, logística, infraestrutura, custo de capital e disponibilidade de profissionais. Patrícia acrescentou que previsibilidade e capacidade de execução também pesam na decisão.

A própria GWM foi citada como exemplo. Segundo ela, a montadora levou em conta o histórico de solidez fiscal e o ambiente de negócios do Espírito Santo ao avaliar o Estado para o projeto.

Patrícia ressaltou ainda que a movimentação não se limita ao setor automotivo. Logística, indústria, mineração, siderurgia e petróleo e gás também concentram oportunidades de expansão e novos investimentos no Espírito Santo.

Mais uma cidade no ParkLog ES

Salume: corredor estratégico
Salume: corredor estratégico Foto: Gustavo Andrade

Baixo Guandu passou a integrar o Parklog ES e se tornou o 12º município do projeto, ampliando o eixo logístico que liga a região portuária de Aracruz ao interior do Espírito Santo e à divisa com Minas Gerais.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, a entrada do município completa um corredor estratégico formado também por Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.

Salume destacou a posição de Baixo Guandu, com acesso à BR-259 e conexão com Minas Gerais. Para ele, a consolidação desse corredor é resultado de investimentos em infraestrutura realizados ao longo de mais de duas décadas.

A estratégia, segundo o secretário, envolve portos, rodovias, aeroportos e projetos ferroviários.

Ele também defende integrar os terminais capixabas em um “arco logístico” e ampliar a conexão do Espírito Santo com Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Entenda 

O Parklog ES

  • Reúne municípios em um eixo logístico que liga a região portuária de Aracruz ao interior do Espírito Santo e à divisa com Minas Gerais.
  • Com a entrada de Baixo Guandu, o projeto passou a contar com 12 municípios participantes.
  • Fazem parte do Parklog ES: Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
  • Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, Baixo Guandu completa o corredor estratégico por sua localização e pelo acesso à BR-259, reforçando a ligação logística com Minas Gerais.

Integração

  • A proposta está associada à integração de diferentes estruturas de infraestrutura, como portos, rodovias, aeroportos e projetos ferroviários.
  • Salume também defende a integração dos terminais capixabas em um “arco logístico”, ampliando a conexão do Espírito Santo com Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.



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