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Economia

Espírito Santo é 1º no País em capacidade fiscal

Nota máxima em solidez fiscal garante contas equilibradas sem dívida e abre espaço para obras e serviços públicos

Quando eu digo que Espírito Santo é o Brasil que dá certo, é por resultados como esse”
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização


O Espírito Santo aparece na liderança nacional quando o assunto é responsabilidade nas contas públicas.

No Ranking de Competitividade dos Estados 2025, o Estado ficou em primeiro lugar no indicador Regra de Ouro, que mede a capacidade de manter o equilíbrio fiscal sem recorrer a empréstimos para custear despesas básicas da máquina pública.

Segundo o Centro de Liderança Pública (CLP) – responsável pela elaboração do ranking – quanto mais elevada a colocação, maior a capacidade fiscal do Estado e maior a capacidade de investimentos públicos.

O resultado foi comemorado pelo governador Ricardo Ferraço. Em suas redes sociais, ele compartilhou a informação sobre a colocação do Estado no Ranking.

“Como é bom começar o dia compartilhando uma ótima notícia. Acabamos de conquistar mais um 1º lugar na ‘Regra de Ouro’ de competitividade entre todos os estados do Brasil. Quando eu digo que Espírito Santo é o Brasil que dá certo, é por conta de resultados como esse”.

Ele também explicou que o resultado significa que o Espírito Santo é o Estado com maior capacidade de investir usando seus próprios recursos.

“Quem está mal na ‘Regra de Ouro’ é proibido de pegar empréstimo para pagar contas do dia a dia. Ou seja, aqui no Espírito Santo as contas são organizadas e podemos fazer mais estradas, mais escolas, mais unidades de saúde, sem precisar criar dívida para o futuro”.

O secretário de Estado da Fazenda, Benicio Suzana Costa, destacou outras colocações do Espírito Santo no Ranking de Competitividade.

O Estado obteve nota máxima no pilar solidez fiscal, ficando em 1º lugar entre todas as administrações estaduais. Além da Regra de Ouro, ocupa a primeira colocação nos indicadores de Gasto com Pessoal e Poupança Corrente, além do 2º lugar em Solvência Fiscal.

Segundo o secretário, o desempenho é fruto de um trabalho contínuo de controle entre receitas e despesas. “A manutenção dos bons indicadores depende de disciplina na gestão e de acompanhamento permanente das contas públicas.“

Para Benicio, todos os resultados permitem também aumentar a confiança de investidores.

Saiba mais

Findes e Fecomércio elogiam

Competitividade dos Estados

Realizado há 14 anos, o ranking, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), analisa 100 indicadores, divididos em 10 pilares temáticos: infraestrutura; sustentabilidade social; segurança pública; educação; solidez fiscal; eficiência da máquina pública; entre outros.

O Espírito Santo ficou em 1º lugar entre os estados no pilar solidez fiscal. Obteve 1º lugar nos indicadores Regra de Ouro, Gasto com Pessoal e Poupança Corrente, além do 2º lugar em Solvência Fiscal.

Setores produtivos

O presidente da Findes, Paulo Baraona, destacou que o Estado tem hoje um ambiente de negócios amigável que é determinante para melhorar a competitividade das empesas.

“A indústria responde de forma direta a esse ambiente. Quando há confiança e previsibilidade, há também mais investimento, inovação e geração de empregos.”

O vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin, salientou que o que está por trás desse destaque do Estado é algo muito estratégico: um estado organizado, com gestão responsável, que cria um ambiente seguro e atrativo para os negócios. “Quando há confiança, o investimento vem — e não só vem, como se amplia. E isso gera ganhos reais para a sociedade.”

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