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MERCADO DE TRABALHO

Estado bate recorde e dobra contratações em um mês

Em maio, foram criados 13.593 empregos com carteira assinada, bem mais do que foi contabilizado em abril, que teve 5.764 vagas

arquivo/at Lojas de shoppings contribuíram para a criação de novos postos de trabalho no Espírito Santo este ano

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O Espírito Santo bateu recorde em contratações registradas em um único mês, segundo dados divulgados ontem pelo Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. 

Em maio, foram criados 13.593 empregos, o número é mais que o dobro contabilizado em abril deste ano, quando houve o saldo de 5.764 empregos: a diferença entre admissões e desligamentos. O número de maio é o melhor registrado desde janeiro de 2020. 

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A  agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços foram  os setores da economia capixaba que movimentaram o mercado de trabalho, com destaque para a  Serra como o município que mais criou vagas (1.857).

Da Região Sudeste, o crescimento do Estado em maio (+1,63) superou Minas Gerais (+0,58) e São Paulo (+0,38), que ocupam juntos o top 3 das unidades da federação que mais se desenvolveram economicamente.

O  superintendente Regional do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias,  explica que os dados do Ministério do Trabalho e Emprego espelham um crescimento uniforme e constante. “Nos últimos 12 meses, o Estado cresceu 5,25%, aumento expressivo, que supera a média nacional”.

Candeias afirma que o Estado se destaca pela pluralidade de investimentos e pelos setores de negócios. 

“Temos uma economia diversificada, que muito embora tenha o agronegócio como frente no crescimento do mês de maio, quando o desconsiderarmos, o Estado ainda cresce exponencialmente”.

Diretor-presidente do Instituto Jones Santos Neves (IJSN), Pablo Lira reforça que o Espírito Santo liderou, proporcionalmente, a criação de empregos formais entres os estados brasileiros em maio. Para ele, alguns fatores explicam esse desempenho.

“A economia do Estado apresentou crescimento de 4,5% nos três primeiros meses de 2023, resultado superior à média nacional (1,9%), em razão de uma economia equilibrada, em expansão e com atração de investimentos”.

Além disso, destaca ainda a gestão capixaba: “Existem políticas públicas, com programas, que já ofertaram cerca de 500 mil vagas em cursos de qualificação profissional, vagas que podem inserir quem está fora do mercado em oportunidades de emprego disponíveis”, comenta o presidente, ao citar o programa Qualificar-ES.

Agropecuária abre mais de 7 mil vagas

A colheita do café no Espírito Santo costuma ocorrer entre os meses de maio e agosto. Por isso, o período que equivale ao recorte costuma ser de aumento de empregos e crescimento da economia capixaba, mas nem mesmo as previsões mais otimistas indicariam o recorde que o agronegócio cravou no mês passado.

Foram 7.138 novos postos de emprego registrados, conforme estatística mensal de emprego formal do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Antes, em abril, foram registrados 5.764 novos postos, ou seja, o agronegócio, sozinho, cresceu mais que o saldo total de meses anteriores.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha, o crescimento tem relação com o período do ano. “Existe o fator sazonal porque tem a colheita do café, mas em outras datas o agronegócio também é destaque”.

Rocha diz que dessa fatia do registro, há que se considerar que muitos empregos são temporários. “Trabalhadores vêm de fora do Estado para a colheita do café e da cana, mas são três, quatro e até cinco meses em que há emprego garantido, girando a economia do Estado, e que mesmo depois podem ser formalizados”, afirma.

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