O Estado apresentou ontem duas boas notícias: a nota máxima do Tesouro Nacional quanto à sua capacidade de pagamento e a sinalização de que a Britânia Philco pode abrir uma fábrica em Linhares, com mil vagas.
O governador Paulo Hartung disse que as negociações com a Britânia vão “muito bem” e se referem a uma indústria da linha branca, com produtos como geladeira, fogão e micro-ondas. “Essa fábrica vai adensar nossas cadeias produtivas locais, vai cumprir um papel importante e criar empregos.”
O governador ressaltou que a nota máxima, ou seja, nota A, dada pelo Tesouro, “mostra a todo o Brasil que o Espírito Santo é o estado mais organizado do País”.
Assim, a nota A, antecipada por A Tribuna no dia 7, faz com que o Estado se torne mais atrativo para receber investimentos, como a Britânia, que tem sede em Curitiba (PR). A empresa é detentora da marca americana Philco no Brasil.
O secretário de Estado da Fazenda, Bruno Funchal, salientou que o resultado sinaliza que o Estado é um bom pagador, por estar organizado financeiramente. “É um selo de bom pagador. Ele funciona muito para quem se relaciona com o Estado ver que ele é organizado e que você consegue fazer negócio”, ressaltou.
Regis Teixeira, secretário de Estado de Economia e Planejamento, reforçou esta visão de Funchal. “Esta nota reflete a organização financeira do Estado. Se temos nota A, é porque estamos muito bem organizados financeiramente.”
A nota máxima ainda dá ao Estado condições de obter empréstimos com maior facilidade. “Conseguimos acesso a crédito, manter os pagamentos em dia, comprar as coisas mais baratas e manter nossos servidores com salários em dia”, disse Paulo Hartung, citando como exemplo o abono que será dado pelo governo aos servidores.
Esta é a segunda vez seguida que o Estado recebe nota máxima do Tesouro. No ano passado, o posto foi dividido com o Pará, estado que neste ano recebeu a nota “B”.
Enquanto isso, o número de estados que podem contar com garantia da União para obter novos empréstimos caiu de 14 para 13.
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde os problemas fiscais são mais profundos, mantiveram a pior nota da escala (D). Minas não tem nota porque não apresentou dados de disponibilidade de caixa.
A reportagem completa você acompanha no Jornal A Tribuna desta quarta-feira (14).
