Queridinha dos brasileiros, a cerveja ganhou sofisticação, por meio das receitas artesanais, e vem se tornando um negócio cada vez mais atraente e popular no Estado, nos últimos anos.
Já são 15 cervejarias capixabas certificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e mais de 600 pessoas que fabricam regularmente a bebida como hobby, para consumo próprio. O levantamento é da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) e da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Espírito Santo (Acerva-ES).
Para efeito comparativo, em 2014, só havia uma cervejaria artesanal em solo capixaba. O Espírito Santo produz, de acordo com a Acerva-ES, em torno de 80 a 100 mil litros da bebida por mês e o setor cria cerca de 50 empregos diretos e, pelo menos, o dobro de trabalhos indiretos.
Ao todo, os 15 estabelecimentos produtores e envasilhadores de cerveja ou chope possuem 140 produtos registrados pelo Mapa.
Só neste ano, o ministério já registrou quatro cervejarias e, de acordo com a Superintendência Federal da Agricultura do Espírito Santo, há outras que estão com certificação em andamento.
Uma delas é a Teresense, de Santa Teresa, que já está no final do processo e com previsão para abrir em janeiro do próximo ano. Ela terá capacidade de produzir, em seu pleno funcionamento, 10 mil litros diários.
“A capacidade inicial dos tanques será de 32 mil litros por mês, expansível para até 100 mil litros mensais”, destacou o proprietário, Zenilson Novelli.
O subsecretário de Estado da Agricultura, Marcus Magalhães, ressaltou que a cerveja artesanal envolve todo um arranjo produtivo, incluindo criação de empregos, renda e impostos arrecadados.
“Nas cervejarias do interior, também agrega no setor do agroturismo, alavancando a economia da região. Notamos que a cerveja artesanal é um importante vetor de agregação de valor”.
Na opinião do subsecretário, o futuro econômico do Espírito Santo passa, obrigatoriamente, pelo tripé: agricultura familiar, agroindústria e agroturismo.
“Se você perceber, a cerveja está inserida em todos os pontos desse tripé. Esse é o Espírito Santo que vai dar certo. Um estado que fixa o homem no campo, cria emprego e renda para as famílias e contribui para um desenvolvimento sustentável”, completou Magalhães.

“Vivemos uma mudança de cultura. Os consumidores passaram a pesquisar e degustar diferentes cervejas. Embora mais cara, a artesanal é muito mais saborosa e não dá ressaca. Nosso lema é ‘beba menos e beba melhor’”, disse Paulo.

Sem fins comerciais, ele conta que degusta a cerveja com amigos e até dá a bebida de presente.
Ele começou o hobby em 2016, após se interessar pela prática e aprender todos os processos de fabricação com amigos que já produziam.
“É uma atividade que requer tempo, paciência, cuidado e manipulação correta do material. Para mim, é um descanso, me deixa relaxado. É como se estivesse pescando”.