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Economia

Estado produz todo ano 100 toneladas de cogumelo

É um fungo, mas também é uma iguaria, utilizada em pratos variados, como estrogonofe, pizzas e risotos. Os cogumelos fazem sucesso na gastronomia e ...

Victor Lossêgo quer aumentar produção de 130 kg para 600 kg ao mê

Última atualização

É um fungo, mas também é uma iguaria, utilizada em pratos variados, como estrogonofe, pizzas e risotos. Os cogumelos fazem sucesso na gastronomia e são a fonte de renda de uma série de famílias do Estado.

O Espírito Santo já produz, por ano, 100 toneladas do alimento. São cerca de 20 propriedades que praticam a cultura, e o número de interessados na atividade, chamada fungicultura, vem crescendo.

Victor Lossêgo quer aumentar produção de 130 kg para 600 kg ao mê (Foto:  Acervo Pessoal)
Entre os municípios produtores estão Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá, Marechal Floriano, Santa Teresa e Dores do Rio Preto.

Norberto das Neves Frutuoso, especialista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Dores do Rio Preto, explicou que no Estado são produzidos champignon, shiitake, shimeji, cogumelo salmão e cogumelo rei.

Ele disse que, de dois anos para cá, depois do primeiro Seminário Estadual de Fungicultura, aumentou o número de interessados na atividade: “A grande maioria que nos procura são recém-aposentados e pessoas que estão mudando de ramo de atividade. A maioria nunca desenvolveu a atividade rural.”

Ele lembrou que a fungicultura é uma atividade simples, que não requer grande esforço físico e grandes áreas. “Mas requer atenção, cuidados periódicos”, alertou ele, ao destacar as qualidades nutricionais do alimento.

O fungicultor Victor Lossêgo produzia shiitake na Serra e está transferindo o negócio para Santa Teresa. De uma produção de 130 quilos por mês, ele pretende alcançar até 600 quilos. Além de aumentar a quantidade, também vai incorporar outros cogumelos, com o shimeji salmão, cinza e preto.

Formado em Engenharia Florestal e Comunicação Social, ele queria ter mais tempo com a família. Por gostar de cogumelos e da natureza, resolveu fazer um curso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. “Aprendi e me apaixonei”, disse.

Ele usa uma técnica chinesa que, segundo ele, é pouco usado no Estado. Com ela, o fungo que vai dar origem ao cogumelo é implantado dentro de um bloco pasteurizado feito de cascalho de eucalipto .

“O cogumelo feito em bloco vem com a quantidade de nutrientes certa. A maturação e frutificação é de 60 a 90 dias. A produtividade e a qualidade nutricional são maiores”.

Curiosidade

Alucinógenos
Não há produção de cogumelos alucinógenos no Estado. De acordo com consultores na área, um ou outro produtor cultiva variedades alucinógenas apenas para vê-lo se desenvolver, mais por uma questão de curiosidade.

Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins nos EUA mostrou que alguns cogumelos alucinógenos podem ter efeito quatro vezes superior ao de antidepressivos comuns.

No Brasil, o uso dessas substâncias só não é proibido para fins estritamente ritualísticos e religiosos, conforme a Lei nº 11.343/06.


Eles cultivam cogumelos


“Alimento do futuro”

Marcos Henrique Pereira de Almeida, 38, fungicultor (Foto: Acervo Pessoal)Henrique Antônio Gomes de Almeida, 63, e Marcos Henrique Pereira de Almeida, 38, são fungicultores. Marcos foi se aprofundando tanto sobre o assunto que se tornou consultor na área.

Pai e filho, eles cultivam os cogumelos paris e portobello, além do shimeji branco e rosa, em Domingos Martins. Todos eles são vendidos in natura e em conserva.
“Cogumelo é um alimento do futuro. Altamente nutritivo. Um alimento funcional que vai revolucionar o mercado ainda, tanto na parte gastronômica quanto na farmacológica”, ressaltou Marcos (foto).

Domingos Martins

Claudiro Berger, 33, trabalha na colheita de cogumelos há 15 anos (Foto: Acervo pessoal)Claudiro Berger, 33, trabalha na colheita de cogumelos há 15 anos. Há 12 anos atua na Vivenda Verde, em Domingos Martins onde são cultivados Shimeji cinza e branco e os cogumelos salmão e Paris.

Ele salientou que, além de ser vendido na lojinha da propriedade, o produto é vendido direto ao consumido e também para intermediários.

“A colheita é feita duas vezes por dia, na parte da manhã e na parte da tarde”, revelou. (Foto: Jornal A Tribuna)

 (Foto: Jornal A Tribuna)
 

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