O aumento dos ataques virtuais tem feito as empresas procurarem cada vez mais profissionais de tecnologia, principalmente na área da segurança na internet, ou cibersegurança. A questão é encontrar essa mão de obra, apesar dos salários atraentes, que chegam a R$ 20 mil.
Em todo o País, há uma demanda para contratar mais 331.770 profissionais da área, segundo levantamento da International Information System Security Certort Consortium. Com base nesses dados, especialistas do setor apontam que o déficit de mão de obra chega a 2 mil só no Espírito Santo.
De acordo com Carlos Eduardo Brandão, dono da empresa Intelliway Tecnologia, o desafio cresceu para o setor, o que fez a demanda por profissionais aumentar. “O trabalho remoto aumentou, e o uso de computadores de casa abriu brechas de segurança nas redes das empresas, que permitem a proliferação dos ataques”, destacou.
O especialista em Tecnologia da Informação Eduardo Pinheiro cita que o déficit na mão de obra ocorre por conta da falta de preparação adequada para os alunos dos cursos superiores de tecnologia: “O profissional acaba tendo de procurar por cursos avulsos. Com a existência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), toda organização, seja pública ou privada, precisa de um profissional desse tipo.”
A coordenadora dos cursos de Tecnologia da Informação (TI) da Universidade Vila Velha (UVV), Susiléa Abreu, explicou que a instituição de ensino está criando um curso específico para preparar os alunos adequadamente.
“Apesar de áreas como sistema da informação e análise de desenvolvimento de sistemas terem em suas grades aulas a respeito, criamos uma graduação específica de defesa cibernética, um curso EAD para que o aluno aprenda tudo a respeito do tema.”
Sobre a remuneração, Susiléa cita que, em média, o profissional recebe R$ 12 mil. Mas Carlos Eduardo Brandão destaca que o salário pode chegar a R$ 20 mil.
“A faixa salarial é entre R$ 2 mil até R$ 20 mil. É um profissional que tem um crescimento salarial mais rápido do que o normal, com base em seu desempenho e conforme ele vai se qualificando. A rotina de trabalho também é diferente, com horários flexíveis e trabalho remoto sendo bastante comum”.
Jornada flexível e home office na área
Alta demanda
- A pandemia e o trabalho remoto fizeram com que a demanda pelo profissional de segurança da informação crescesse, devido ao aumento de ataques virtuais nesse período.
- Levantamento realizado pela International Information System Security Certort Consortium indica que a diferença entre o número de profissionais capacitados que as organizações precisam para se proteger e a capacidade atual disponível para realizar esse trabalho é de 331.770 no Brasil.
Ensino superior
- Quem deseja trabalhar nessa área deve procurar cursos de ensino superior da área de tecnologia.
- Análise de desenvolvimento de dados, Ciência da Computação e Engenharia da Computação são exemplos de cursos de ensino superior que possuem em suas grades aulas focadas em cybersegurança, a chamada segurança da informação.
Cursos técnicos
- Cursos do Serviço Nacional de aprendizagem industrial (Senai) também são opções para quem deseja aprender, ampliar seus conhecimentos, e trabalhar nessa área.
- Atualmente, o Senai oferece em seu site (loja.mundosenai.com.br) dois cursos a área, sendo eles:
- Curso “Segurança Cibernética Aplicada à Indústria 4.0”, de 55 horas, feito a distância, com inscrições até o dia 31/10/2021.
- E o curso prático “Simulação hiper-realista de ataques cibernéticos”, de 40 horas, também a distância e com matrículas abertas até o dia 01/02/2021. Este curso é focado para profissionais que já tenham algum conhecimento e prática em Tecnologia da Informação, especialmente em redes de computadores.
Jornada flexível
- A jornada de trabalho deste profissional é considerada mais flexível do que a jornada tradicional.
- Na maioria dos casos o profissional trabalhará de forma remota e poderá ter uma carga horária alternativa, diferente das tradicionais 8 horas diárias.
Salários
- A remuneração média para profissionais da área é de R$ 12 mil.
- Entretanto, trata-se de uma área cujos salários podem variar de R$ 2 mil até R$ 20 mil, dependendo da qualificação do profissional e sua experiência
Fonte: Carlos Eduardo Brandão, Eduardo Pinheiro e Susiléa Abreu.
