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CAFÉ EMPRESARIAL

Ferrovia em Vila Velha vai funcionar a partir deste ano

Operação ferroviária no porto será retomada com ferro-gusa num 1º momento. Terminal de granéis líquidos já está em obras

Arnaldinho (à direita), com Werneck e Serrão, participou do Café Empresarial da Assevila: desenvolvimento
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização


As operações ferroviárias no Terminal Portuário de Vila Velha devem ser retomadas ainda neste ano, e o terminal de granéis líquidos, já em obras, vai impulsionar investimentos e atrair empresas para o município.

Os temas foram apresentados no 27º Café Empresarial da Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila), realizado na quarta-feira (08).

Segundo Gustavo Serrão, CEO da Vports, a primeira fase da retomada das operações ferroviárias envolve o transporte de ferro-gusa. Ele afirmou que, até 2027, os contratos já fechados somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos, porém mais outros virão, ampliando a capacidade do porto.

“São contratos de mais longo prazo que a gente está tendo de fechar, de 15 anos e de 20 anos. Hoje o porto (de Vitória) opera em 8,5 milhões de toneladas, e não estamos falando de menos que o dobro (de aumento de capacidade), sem dúvida nenhuma, no horizonte de 5 a 10 anos”, disse Serrão.

O terminal de granéis líquidos do Consórcio Navegantes Logística, já em construção, deve ser concluído em três anos, com investimento de R$ 300 milhões. “É uma obra que já se lançou, e são três anos aí para poder ampliar a capacidade de armazenagem de granéis líquidos no nosso porto”, disse.

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, afirmou que o novo terminal pode elevar a arrecadação municipal em pelo menos 5%, e destacou ações para ampliar a área retroportuária, como nas margens da rodovia ES-388.

“Precisamos tirar do papel a segunda ponte do Rio Jucu, que dará uma capacidade diferenciada para Vila Velha. Algumas terras, a exemplo de uma antiga pedreira, que tem 2 milhões de metros quadrados e já foi autorizada para o município, loteamento empresarial para ser área retroportuária”, disse.

E completou: “Mas não acaba nisso. A gente precisa de mais áreas, e a gente está fazendo esse dever de casa para que Vila Velha seja competitiva ainda mais, com áreas a preço acessível e o município dando todas as condições”.

O presidente do ES em Ação, Fernando Saliba, frisou a preocupação com a falta de mão de obra.

“Nós estamos trabalhando nesse tema. Porque, para muitos, o apagão de mão de obra pode estar ligado a questão só de programa social. Mas não é só isso. Tem outros pedaços da história que são a causa das pessoas que não estão no mercado de trabalho. A gente está trabalhando para fazer uma conexão entre as pessoas que estão disponíveis, entre as vagas das empresas e entre a academia”.

Sobre o porto

Ferrovia e granéis líquidos

A ferrovia no Terminal Portuário de Vila Velha, conectada à EFVM e à FCA, vai criar uma nova rota logística ligando o Centro-Oeste — especialmente Goiás e o Triângulo Mineiro — ao Espírito Santo.

O terminal de granéis líquidos de combustíveis do Consórcio Navegantes Logística, já em obras no Cais do Atalaia, terá investimento de R$ 300 milhões e conclusão em 3 anos.

Arrendado por 25 anos, o espaço de 74 mil m ampliará a capacidade do porto e contará com calado de 12,5 metros, estrutura para carga e descarga de navios e caminhões-tanque, armazenagem e limpeza de tanques.

Fonte: Gustavo Serrão, da Vports.

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