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Economia

Dívidas poderão ser renegociadas com descontos de até 70%; entenda as regras

Pacote inclui MEIs, pequenos negócios, produtores rurais e ex-bolsistas, com parcelamentos e regras específicas por dívida

Divulgação Desenrola foi ampliado e alcança, inclusive, estudantes e ex-bolsistas
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Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

Última atualização

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Desenrola foi ampliado  e alcança, inclusive, estudantes e ex-bolsistas
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Desenrola foi ampliado e alcança, inclusive, estudantes e ex-bolsistas Foto: Divulgação

O governo federal anunciou um pacote de renegociação de dívidas que permite descontos de até 70% para microempreendedores individuais (MEIs), empresários de pequenos negócios e outros grupos.

As medidas incluem novos editais e a prorrogação de programas já existentes, com condições diferentes conforme o tipo e o tamanho do débito.

Uma das novidades é o Desenrola MEI Pequeno Valor, para microempreendedores com dívidas de até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. O interessado terá de pagar entrada de 5%, sem desconto, e poderá quitar o restante em até 55 meses, com abatimento de 50%. A adesão começa em 1º de outubro e vai até 31 de janeiro de 2027.

Também foram prorrogadas negociações de dívidas inscritas na dívida ativa da União de até R$ 45 milhões. Nessa modalidade, podem ser reduzidos em até 100% juros, multas e encargos legais, mas o valor principal da dívida não recebe desconto. O abatimento total fica limitado a 65% do débito.

Para pessoas físicas, MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas e Santas Casas, o limite sobe para 70%. O prazo de adesão foi estendido até 29 de janeiro. O pacote inclui ainda uma negociação para empregadores, pessoas físicas ou jurídicas, com até R$ 45 milhões em dívidas inscritas na dívida ativa do FGTS.

Empregadores incluídos no cadastro de trabalho em condições análogas à escravidão não poderão participar. As condições específicas dessa nova negociação ainda serão detalhadas em edital.

Produtores rurais também foram contemplados com a prorrogação do Desenrola Rural.

O programa prevê modalidades diferentes conforme a capacidade de pagamento, o valor e a possibilidade de recuperação da dívida, com descontos que podem chegar a 70% para determinados públicos.

Outra frente alcança MEIs com débitos junto a autarquias e fundações federais, como Dnit, Anatel, ANP, Incra e FNDE. Nesses casos, haverá desconto de 50% sobre a dívida consolidada e parcelamento em até 60 meses.

Ex-bolsistas da Capes e do CNPq que tenham dívidas relacionadas a bolsas de estudo ou pesquisa também poderão renegociar. O desconto chega a 70% para pagamento à vista e a 30% para parcelamento em até 84 meses. A adesão ficará aberta de 16 de outubro a 31 de março de 2027.

Aplicativo FGTS: ampliação do Desenrola também inclui negociação de dívidas de empregadores com o fundo
Aplicativo FGTS: ampliação do Desenrola também inclui negociação de dívidas de empregadores com o fundo Foto: Divulgação

Entenda

Quem pode renegociar

As novas medidas alcançam MEIs, micro e pequenas empresas, outros devedores com débitos inscritos na dívida ativa da União, empregadores com dívidas de FGTS, agricultores familiares, cooperativas e ex-bolsistas da Capes e do CNPq. Cada grupo terá condições próprias.

MEI com dívida de até R$ 8.105

O novo Desenrola MEI Pequeno Valor é voltado a microempreendedores individuais com dívidas de até cinco salários mínimos, o equivalente atualmente a R$ 8.105.

  • Quanto o MEI precisa pagar de entrada: a entrada será de 5% do valor da dívida, sem desconto.
  • Qual é o desconto para o MEI: depois da entrada, o saldo restante terá desconto de 50%.
  • Em quantas vezes o MEI poderá pagar: O saldo poderá ser dividido em até 55 meses.
  • Quando o MEI poderá aderir: A adesão começa em 1º de outubro e termina em 31 de janeiro de 2027.
  • MEI que deve a órgãos públicos: Também haverá negociação para MEIs com dívidas com autarquias e fundações federais, como Dnit, Anatel, ANP, Incra e FNDE.
  • Qual é o desconto nesse caso: será de 50% sobre o valor consolidado da dívida, com possibilidade de pagamento em até 60 meses.
  • Quando essa negociação começa: a adesão vai de 16 de outubro a 31 de março de 2027.

Dívidas de até R$ 45 milhões

Também foi prorrogado um programa para renegociação de débitos de até R$ 45 milhões inscritos na dívida ativa da União.

  • Quanto pode ser descontado: Nessa modalidade, juros, multas e encargos legais podem ter redução de até 100%. O desconto total da dívida fica limitado a 65%.
  • Quem pode conseguir até 70% de desconto: Para pessoas físicas, MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas e Santas Casas, o abatimento total pode chegar a 70%.
  • O valor original da dívida também cai? Não nessa modalidade. O desconto recai sobre juros, multas e encargos. O valor principal da dívida é preservado.
  • Até quando essa renegociação fica aberta: o prazo foi prorrogado até 29 de janeiro de 2027.
  • E quem deve ao FGTS: A PGFN também abriu negociação para empregadores, pessoas físicas ou empresas, com até R$ 45 milhões em dívidas inscritas na dívida ativa do FGTS.
  • Quem não poderá participar da renegociação do FGTS: Ficam de fora empregadores incluídos no cadastro do Ministério do Trabalho por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

E o produtor rural

O Desenrola Rural também foi prorrogado. Há condições diferentes conforme o valor da dívida, a capacidade de pagamento e a possibilidade de recuperação do débito.

Bolsa de estudo ou pesquisa

Ex-bolsistas da Capes e do CNPq também poderão renegociar débitos relacionados a bolsas recebidas no Brasil ou no exterior.

Qual é o desconto para ex-bolsistas: O desconto chega a 70% para pagamento à vista. Quem parcelar poderá obter redução de até 30%, com prazo de até 84 meses.

Fonte: Agência Folha e Agência Brasil.



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