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Economia

Governo vai aumentar imposto do cigarro para ajudar empresas aéreas. Entenda

Aumento do IPI deve elevar preço do cigarro e compensar desoneração de combustíveis, com arrecadação estimada em R$ 1,2 bilhão em 2026

Alta no imposto deve encarecer o cigarro para compensar medida no setor aéreo
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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O governo federal vai aumentar a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre cigarros como medida para compensar o efeito da medida de zerar PIS e Cofins do querosene de aviação (QAV), combustível usado na aviação civil, e do biodiesel. Dessa forma, os cigarros ficarão mais caros.

Com o reajuste do IPI, o governo estima que vai arrecadar R$ 1,2 bilhão em 2026. A alíquota do imposto subirá de 2,25% para 3,5%, e o preço mínimo do maço de cigarros passará de R$ 6,50 para R$ 7,50.

A redução do PIS e do Cofins sobre o combustível de aviação é parte de um pacote que aumenta a subvenção a combustíveis fósseis em meio à subida dos preços internacionais de derivados de petróleo em razão da guerra no Oriente Médio.

Pelos cálculos do governo, isso resulta em uma economia de R$ 0,07 por litro de combustível de aviação e de R$ 0,02 por litro de biodiesel. A medida tem custo de R$ 100 milhões por mês.

O biodiesel atualmente é adicionado no diesel vendido nas bombas dos postos, na proporção de 15%. “Houve uma majoração (do IPI sobre cigarros) no passado que não teve o efeito esperado, tanto pela área da Saúde, de redução do consumo, quanto pela tributária”, ressaltou o ministro Dario Durigan.


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