Vitalina Traba Assis, 93 anos, entrou para a estatística de pessoas prejudicadas pela demora no andamento de processos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A idosa foi de ambulância e maca ao banco para receber a aposentadoria.
A família teve de juntar mais de R$ 600 para pagar o transporte da idosa, que não anda mais por ter artrose e osteoporose, e estava há dois meses sem receber o benefício. Segundo a filha, Valdete Lima Assis Fantin, 60 anos, isso aconteceu porque o INSS não informou ao banco que ela é curadora da mãe.
“Com muita dificuldade, em setembro do ano passado, quando ela parou de andar, corremos atrás e fizemos todos os procedimentos para me tornar curadora. Assim, passei a fazer a prova de vida e os pagamentos estavam sendo realizados em dia”.
Valdete contou que em setembro, quando foi sacar o dinheiro para a mãe, apareceu mensagem no caixa eletrônico de que era para procurar o gerente do banco.
“Fui à agência e um funcionário muito solícito se dispôs a nos ajudar. Mas quando ele olhou o sistema, viu que havia pendência de documento que deveria ter sido enviado pelo INSS e que comprova que sou curadora da minha mãe. Por isso, não recebi”.
Ela foi orientada a procurar o INSS. Ligou para o 135 e agendou atendimento para 18 de setembro.
“Fui muito mal atendida pelo servidor. Ele nem olhou para mim e me mandou ir para o segundo andar do INSS. Lá, outra funcionária disse que faria a comunicação ao banco e que tudo estava certo. Mas, no último dia 7, quando era para receber o benefício de outubro, vi que o cartão estava inválido. Como não constava que sou curadora da minha mãe no sistema do banco, não poderia receber por ela mais uma vez. Foi quando resolvemos levá-la ao banco”.
Vitalina chegou à agência de Itacibá, em Cariacica, por volta das 11 horas de ontem. Um funcionário a recebeu na maca, acompanhada de Valdete, sua filha Kethllem Fantin, 23, e sua sobrinha Kezia Carmo, 28. Ele pegou os documentos e foi verificar a situação no sistema. “A prova de vida está como ‘feita’ e há um valor para saque”.
A aposentada conseguiu sacar a quantia equivalente aos dois meses em atraso.
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