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Economia

Inflação bate recorde e energia é vilã

O aumento de preços de produtos e serviços variados continuam assustando os consumidores do Estado. Somente em julho, o Índice Nacional de Preços ao ...

Quarto com luzes acesas: conta de energia teve alta de 15,4% em 12 meses

Última atualização

O aumento de preços de produtos e serviços variados continuam assustando os consumidores do Estado. Somente em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,88%.

Quarto com luzes acesas: conta de energia teve alta de 15,4% em 12 meses (Foto: Divulgação)No País, a variação foi um pouco maior, de 0,96%, sendo considerada a maior do mesmo período desde 2002. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento do preço da conta de luz foi o que pressionou o índice. Somente no Estado, a tarifa de energia subiu 4,65% em julho, o que equivale a cinco vezes a inflação regional, segundo os dados do IBGE. A variação acumulada nos últimos 12 meses é de 15,41%.

De acordo com Fernando Otávio Campos, vice-presidente financeiro da Federação das Indústrias do Estado (Findes), as empresas não têm margem para segurar aumentos como o da conta de luz.

“Se aumentarmos os custos, temos que jogar para a frente. Os produtos vão acabar subindo de preço, isso é inevitável. A margem das empresas está pequena, pois consumiram o seu crédito na pandemia. Teremos que transferir”, disse.

O economista Marcelo Loyola Fraga citou os juros baixos como um dos responsáveis pelo cenário.

“Juros muito baixos fizeram com que os recursos das famílias fossem para consumo e não para investimentos financeiros. Outro fator que os juros baixos acarreta é o aumento das exportações, pois o dólar fica muito alto. Dessa forma, os produtores preferem exportar a produção, encarecendo os produtos no mercado interno”.

O economista ressaltou que espera que a inflação ultrapasse o patamar de 10% até o final do ano. “Há descontrole da inflação, uma vez que o governo demorou muito para agir. A inflação até o final do ano ultrapassa os 10%”, disse.

A gastrochef Cláudia Lima está sentindo na pele o aumento da inflação. Ela destacou que os custos tiveram que ser repassados para o consumidor, pois boa parte dos produtos que utiliza subiram de preço durante o ano.
“A gente segurou até onde pôde o repasse para o consumidor. Foi a primeira vez que reajustamos este ano o preço dos nossos pratos. Ficou impraticável. Fazendo panificação, a gente gasta muito gás, não tem como não repassar. Existe tempo e logística para o preparo”, lamentou a empreendedora.

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