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INFLAÇÃO

Inflação é maior para quem tem mais de 50 anos

Índice oficial medido pelo IBGE aponta que essa faixa etária é mais penalizada pelos aumento de preços do que a média geral

Compras em supermercado: preços de alimentos e produtos de uso pessoal subiram e influenciaram a inflação.

Última atualização

Quem tem mais de 50 anos deve sentir o bolso pesar na hora de fazer as compras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou a média dos últimos 12 meses para os brasileiros em geral e apontou que os produtos da cesta de consumo dessa faixa etária estão mais caros.

 
















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O aumento dos preços foi observado em produtos de saúde, habitação, alimentação, bebidas e roupas. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Longevidade MAG, que mede os impactos sociais e econômicos do público longevo – a partir de 50 anos.

O governo federal usa o IPCA como o índice oficial para medir a inflação no País. Enquanto a média nacional registrou 7,2%, o percentual sobre os produtos consumidos pelos chefes de família marcou 7,8%.

Segundo o autor da pesquisa, o economista Arnaldo Lima, as pessoas a partir de 50 anos estão muito mais ativas no mercado de trabalho do que em décadas anteriores, e são, em muitos casos, responsáveis financeiramente por seus dependentes.

Enquanto a população com até 49 anos cresceu apenas 1%, entre março de 2012 e março deste ano, a com mais de 50 anos cresceu 36%. A participação de pessoas com essa idade no mercado de trabalho também está em crescimento.

Atualmente, o Brasil tem 108 milhões de pessoas ativas em postos de trabalho. Deste número, 23 milhões têm 50 anos ou mais.

O economista Paulo Ribeiro disse que o cenário atual já existia há algum tempo e deve se manter em alta por conta do momento político do País. “Em um período de troca de governo, em que tudo muda, a variação dos preços vai continuar”.

Ribeiro afirma que sem estabilidade nos centros de controle financeiro, não tem como esperar que os serviços e produtos fiquem estáveis também.

Adriana Vilela é mestre em Política Econômica e aos 65 anos de idade, diz já ter vivido muitos momentos de transição. A profissional comenta que driblar a inflação exige muito esforço. “Sem perspectiva de melhora por algum tempo”, alerta. 

Adriana explica que o mercado ainda não tem força para sair dos gargalos dos últimos anos. “Se a gente começar a crescer, vai levar um tempo até que se consiga atender as demandas que o crescimento traz”, diz.



SAIBA MAIS


O que está mais caro

Saúde

  • Antibióticos tiveram aumento de 15%.
  • Remédios para gripe (18,8%).
  • Remédios para diabetes (12,84%).
  • Atendimento médico também ficou mais caro, com aumento de 7,4%. E o plano de saúde subiu 4%.

Transporte

  • Passagens de ônibus  que fazem viagem interestadual estão 19% mais caras.
  • Passagens aéreas tiveram aumento de 40%.
  • Transporte por aplicativo (12%).
  • Seguro (38%).
  • Diesel 34% mais caro.

Comunicação

  • Cinema, teatro e concertos registraram aumento de 8,6%.
  • Jornal diário (16,4%).
  • Revista (3,3%).
  • Planos de tv por assinatura tiveram aumento de 4%.
  • Serviços de streaming, como a Netflix, por exemplo, ficaram 8,8% mais caros no comparativo dos últimos 12 meses. 

Produtos de casa

  • Detergente aumentou 17%.
  • Roupas de cama e banho registraram aumento de 9%.
  • Fogão (20%).
  • Móveis subiram 30%.

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