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PERÍCIA

INSS adia exames e 200 mil correm risco de ficar sem benefício

Exames adiados por causa da greve no INSS têm sido remarcados até para o ano que vem, deixando quem está doente sem receber

Fila de espera por perícia médica no INSS: acordo estabeleceu prazos que só começam a valer depois da perícia

Última atualização

Segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Estado continuam em uma longa espera por exames periciais. São cerca de 200 mil trabalhadores aguardando o exame, principal condição para a liberação de alguns benefícios previdenciários, como o auxílio-doença, segundo especialistas.

 













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E estão sendo feitas remarcações até para o início de 2023 mesmo após o fim da greve dos médicos peritos, há 43 dias, e com a promessa de agilizar os atendimentos. Em meio a desordem, quem precisa do auxílio fica sem o pagamento do INSS e sem o rendimento mensal, já que está afastado do trabalho.

A advogada previdenciarista Catarine Mulinari destaca que quando há um reagendamento para uma próxima data, a operação fica suspensa, e sem essa prova o processo não pode andar.

“O segurado fica sem receber benefício, sem dinheiro e sem poder trabalhar, ou seja, fica à míngua. Não só em caso de auxílio-doença. Temos perícia para outros benefícios como o assistencial para quem vive em situação de miserabilidade. Além de ter deficiência, tem as pessoas que vivem na miséria. Como essa pessoa aguarda?”

Um acordo homologado entre o Ministério Público Federal (MPF) e o INSS, no Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu prazos que variam de 30 a 90 dias para a concessão de benefícios previdenciários. Os de incapacidade têm que ser liberados em até 45 dias.

“Os dias só começam a partir da perícia. O prazo só vai começar a valer depois de um ato que está sendo adiado”, diz Catarine.

Segundo a advogada de Direito Previdenciário Renata Prado, há até segurados voltando a trabalhar, mesmo incapacitados, para ter o que comer.

“Tem um cliente que já consegui a aposentadoria dele. E estou desde março com o INSS tentando resposta. Eu não sei o que está acontecendo. O juiz intima eles e não respondem. Um processo meu foi respondido no último dia com um despacho genérico sem sentido.”

E completa: “Tem julgamento no sentido de que o retorno ao trabalho incapacitado não desobriga o INSS a pagar o auxílio-doença devido. Se ficar comprovado, o INSS vai ter de pagar retroativamente e o funcionário recebe o salário também por ter voltado a trabalhar incapacitado”.

Procurados pela reportagem, o INSS e o Ministério do Trabalho e Previdência não responderam até o fechamento da edição.

Problemas cardíacos

Espera de cinco meses
Um dos casos é de Luiz Antônio dos Reis, 57 anos, que aguarda há cinco meses, e em março teve a perícia remarcada. Ele tem problemas cardíacos, tendo feito novos exames nesta semana, que mostraram que pode ser um caso inclusive de transplante. “Marcaram a perícia para 28 de abril, na época de greve, e o perito que ia me atender não estava trabalhando no dia. Conseguimos remarcar para a próxima semana, mas não estou confiante de que vou conseguir”, conta.

Licença maior para mães e pais servidores públicos

Foi aprovado na Assembleia Legislativa o projeto de lei que amplia o tempo das licenças-maternidade e paternidade para os servidores estaduais.

O projeto de lei altera duas legislações estaduais para ampliar direitos para os servidores.

Na primeira, garante às servidoras a extensão da licença-maternidade quando os filhos recém-nascidos ficarem internados por mais de 14 dias. O período estendido deve ser igual ao da internação.

Na outra alteração de legislação, o projeto aumenta os prazos de licença-maternidade e paternidade para os servidores temporários estaduais.

Atualmente, tais prazos são de 120 e 5 dias, respectivamente para a licença-maternidade e paternidade. A mudança é para 180 e 20 dias, como já acontece com os demais servidores do estado.

A emenda estabelece que a nova legislação deve retroagir para garantir o benefício para os servidores que se encontrem atualmente licenciados, acrescentando-se os novos prazos a tais licenças que estejam em vigor.

Agora, o projeto de lei aprovado na Assembleia segue para sanção ou veto do governador do Estado, Renato Casagrande.

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