A legislação brasileira prevê que as empresas tenham quadros de funcionários diversos, destacam advogados. A lei de cotas é lembrada quando o assunto é diversidade no local de trabalho.
O advogado trabalhista Guilherme Machado afirma que é responsabilidade de toda empresa brasileira cumprir normas de isonomia e contribuir para a valorização da igualdade entre os colaboradores.
“Existem políticas públicas para promover a diversidade nas empresas e reunir, em um quadro de colaboradores, indivíduos que sofrem algum tipo de rejeição social”.
O advogado cita a lei de cotas para pessoas com deficiência. Ela estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários devem garantir a presença de pessoas com deficiência em alguns cargos.
A advogada e presidente do presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família no Estado (IBDFAM-ES), Flávia Brandão, reforça que a lei de cotas é mais abrangente e não deve se restringir a pessoas com deficiência.
“A inclusão engloba toda a diversidade, que é uma característica cada vez mais notável na sociedade. Para uma efetiva criação de espaços inclusivos é necessário entender quais são os diversos níveis de inclusão”, afirma.
O advogado especialista em Direito Trabalhista, Wiler Coelho, destaca que é dever do empregador propiciar um meio ambiente de trabalho seguro e saudável, o que inclui aí, sem dúvidas, a saúde emocional e psíquica dos empregados.
Análise
“Inclusão no ambiente corporativo é o caminho certo”
As duas maiores dores de todo ser humano são rejeição e abandono. Rejeição é o fato de jamais ter sido acolhido. Abandono ocorre quando você sente o acolhimento e depois é deixado de lado. A luta diária de cada um de nós é sermos vistos, reconhecidos e validados. Chamo de “olhos de atenção”.
Incluir é inserir, e diversidade é variedade. Duas palavras que nos falam de desafios a serem superados pelo ser humano.
Trazer para próximo, respeitar o diferente são exercícios que a humanidade ainda não superou, mas estamos no caminho certo quando trazemos para o ambiente corporativo esta prática. Nada mais justo.
É essencial desconstruir barreiras históricas e paradigmas estabelecidos no transcurso da vida social para avançarmos como ser humano que, de fato, apreciam o próximo. E esse movimento precisa acontecer já no ambiente familiar. Ensine suas crianças a respeitarem a diversidade e apliquem a inclusão para que sejam profissionais acolhedores que respeitam o próximo.
Maria Rita Sales, psicóloga especialista em Psicologia Organizacional.