- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
ECONOMIA

Mais de 20 mil empresas abertas este ano no Estado

Pesquisa nacional aponta crescimento de microempreendedores individuais no primeiro trimestre

A pedagoga Suely Lima abriu sua loja virtual durante a pandemia

Última atualização

Mais de 20 mil novas empresas foram abertas no Estado durante o primeiro trimestre deste ano. 

Ao todo, foram 1.022.789 empresas abertas em todo o Brasil no período. Do total, 79% são Microempreendedores Individuais (MEIs). O levantamento é do escritório de contabilidade Contabilizei, a partir de dados da Receita Federal.

Outro resultado da pesquisa é que o mês de março atingiu um número que não havia sido alcançado anteriormente. 

Foram criados 80 mil novos CNPJs de micro, pequenas e grandes empresas. Um recorde histórico em abertura de registros na categoria em um único mês.

Além disso, há mais de 10 anos consecutivos, as regiões Sul e Sudeste lideram o ranking de abertura de empresas no Brasil.

Para o presidente do Conselho de Relações Trabalhistas (Consurt) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Fernando Otávio Campos, os números demonstram a gradativa retomada da economia e a força dos MEIs.

“Essa situação, nos mostra dois cenários: um é o do crescimento da economia. Já o outro cenário é o da busca da facilidade de abrir um negócio através do MEI. No comércio, por exemplo, você precisa de alvarás, autorizações… Abrindo o MEI e fazendo a mesma atividade é bem mais simples”, explica.

O diretor técnico da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Hugo Tofoli, considera que o MEI é a maior política de inclusão empresarial do mundo.

“Ele cria oportunidades para pessoas que desejam empreender e tinham receio. O MEI dá chances para elas gerarem renda. Durante a pandemia de covid, muitas pessoas passaram mais tempo em casa e, assim, tiveram mais tempo para investir em seus sonhos”, afirma Tofoli.

Entre os novos CNPJs deste primeiro trimestre está o da Ana Paula Alves, de 29 anos. Após mudar de casa, a moradora da Barra do Jucu, em Vila Velha, aproveitou o novo espaço que tinha disponível para montar o próprio negócio.

“Até três meses atrás, eu trabalhava como cuidadora. Depois que me casei, meu marido sugeriu utilizar parte da casa, que é grande, para abrirmos um lava a jato. Meu irmão que já tinha experiência na área veio trabalhar comigo. Está sendo uma experiência muito bacana”, relata Ana Paula.

“Abri minha loja e faço o que gosto”

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Entre as novas empresas do último trimestre está a da Suely Lima, de 34 anos. A pedagoga aproveitou o fechamento das escolas, provocado pela pandemia, para se reinventar profissionalmente.

“Comecei a fazer outras atividades para não ficar parada em casa. Coloquei em prática aquilo que sempre gostei, que é artes. Abri minha loja virtual, comecei postar meus produtos e começou a trazer pessoas, seguidores e clientes”, conta.

Atualmente, Suely se dedica integralmente a produzir peças de artesanato. São laços, tiaras e acessórios diversos. Após virar microempreendedora individual (MEI), Suely ainda criou um grupo de mulheres empreendedoras inclusivas, onde reúne outras 15 artesãs.

Com autonomia, procura é maior para o setor de serviços

A maioria das novas empresas criadas durante o primeiro trimestre deste ano são do setor de serviços. Os segmentos do comércio e da indústria aparecem em seguida entre os setores que mais abriram empresas.

De acordo com o levantamento da Contabilizei, atualmente, o número de empresas ativas no Brasil ultrapassa 21 milhões. Deste número, 60,2% são do setor de serviços.

O setor de comércio detém 31,2% dos novos negócios, enquanto a indústria teve 7%.

O presidente do Consurt, Fernando Otávio Campos, explica que o crescimento substancial do setor de serviços foi motivado pelo grande movimento de profissionais que têm optado por trabalhar como MEI.

“Os serviços são a migração natural do trabalhador com carteira assinada. Um pedreiro passa abrir sua MEI para pequenas reformas. Já um profissional de TI, para prestar serviços de informática”, afirma.

Campos explica que muitas pessoas têm optado por trabalhar como MEI para ter benefícios, como autonomia de horários, melhores rendimentos e novos mercados.

“O MEI não precisa de nenhum alvará para prestar serviço. Também tem a redução do imposto. O MEI paga uma taxa única dentro do seu faturamento, sempre menor que o ISS (tributo municipal) das outras empresas”, relata Fernando Otávio Campos.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.