O crescimento dos ataques cibernéticos contra empresas tem preocupado empresários e forçado investimentos em setores como a segurança digital para evitar prejuízos, com o pagamento de resgate milionário aos hackers.
De acordo com levantamento da ISH Tecnologia, a média mensal de ataques a companhias brasileiras é de 13 mil. No Estado, segundo o especialista em Segurança da Informação Eduardo Pinheiro, são cerca de 300 invasões por mês.
Na última semana, um ataque hacker aos sistemas das lojas Renner em todo o País acendeu mais um alerta sobre a segurança digital. A ação tirou do ar o site da empresa e também afetou a operação das lojas físicas. O problema só começou a ser regularizado na segunda-feira (23).
Segundo o presidente da Associação Capixaba de Tecnologia (Action), Emílio Barbosa, empresas e a sociedade como um todo devem aprender como interagir e se relacionar com a tecnologia, especialmente após a pandemia, quando os ataques a aplicativos como o WhatsApp se multiplicaram.
“Empresas menores estão começando a levar a infraestrutura para a ‘nuvem’, com serviço especializado pra isso. Não está 100% seguro, mas aumenta a proteção”, disse Emílio.
Ele explicou que, com o armazenamento de dados em nuvem, a infraestrutura de proteção dos servidores tende a ser maior que a da empresa, em especial no caso das pequenas. “Também tem que haver trabalho de conscientização dentro da empresa. Entender que estamos todos vulneráveis”, completou.
Segundo o vice-presidente financeiro da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Fernando Otávio Silva, as empresas de médio e grande porte no Estado aumentaram os investimentos em segurança digital neste ano.
“O motivo é o medo de ataques. Falta principalmente acesso e informações sobre os riscos para as empresas”, salientou.
O armazenamento em nuvem foi uma das soluções encontradas por uma empresária capixaba do setor de cosméticos, após sofrer dois ataques dos criminosos.
“Pediram resgate em bitcoins, mas acabamos não cedendo. Na primeira vez, perdemos muita informação. Passamos a fazer backup todo dia, trocamos os HDs externos e tinha também a nuvem”, afirmou a empresária, que preferiu não se identificar.
Saiba mais
Sequestro digital
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A média mensal de ataques a companhias brasileiras é de 13 mil, sendo que 57% são do tipo da ransomware – que pedem resgate em dinheiro às empresas, segundo a ISH Tecnologia.
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O ransomware infecta os computadores criptografando os dados ou bloqueando o acesso, tornando-se uma forma de sequestro digital de informações.
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Os resgates também estão mais caros: segundo a empresa Unit 42, os valores cobrados pelos criminosos saltaram 82% no último ano, chegando a US$ 570 mil (cerca de R$ 3 milhões) por ocorrência.
Aumento de ataques
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Só no primeiro trimestre deste ano, houve 3,2 bilhões de tentativas de ataques no País, o dobro dos 1,6 bilhão registrado no mesmo período de 2020, segundo levantamento da Fortinet.
Investimento
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As empresas têm investido mais em segurança digital para proteger-se de ataques como o ransomware, segundo especialistas. As medidas também passam por conscientização de funcionários.
Fontes: ISH, Unit 42 e Fortinet.
