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Economia

Mais de 54 mil empresas foram abertas em 2020 no Estado

O ano de 2020 foi marcado pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus, mas, mesmo assim, o Estado registrou saldo positivo no número de ...

Trabalho em home office: empresas abrem oportunidades

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Ricardo Paixão avalia que, caso o País vacine boa parte da população, este ano terá números mais positivos (Foto: Divulgação)

O ano de 2020 foi marcado pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus, mas, mesmo assim, o Estado registrou saldo positivo no número de novas empresas criadas. De acordo com o Mapa das Empresas do Ministério da Economia, foram criadas 54.665 novas empresas no Estado em 2020.

Segundo o boletim, no ano passado, foram abertas 79.573 empresas em todo o Espírito Santo e fechadas 24.918, resultando em saldo positivo de 54.655. No total, o Estado tem até agora 452.244 empresas ativas, entre matrizes e filiais.

Para efeitos de comparação, em 2019, o Estado havia, no mesmo período, registrado saldo positivo de 45.069.

Das novas empresas abertas em 2020 no Estado, 4.926 foram do setor de comércio, enquanto 3.440 foram para o setor de promoção de vendas. O setor de cabeleireiros, manicures e pedicures abriu 3.344 novas empresas e a área de obras de alvenaria teve criação de 3.321 novas empresas.

Já no Brasil, o movimento das microempresas (MEIs), que representa 56,7% das empresas ativas no País, auxiliou a criar um saldo positivo de 2,3 milhões de empresas abertas em 2020.

O número é resultado das 3,3 milhões de empresas abertas, menos 1 milhão de empresas fechadas durante o ano de pandemia. De acordo com o ministério, a quantidade de empresas abertas em 2020 supera em 6% o número de 2019.

Para o economista Eduardo Araújo, o resultado de 2020 ocorre por conta da política fiscal do governo federal.

 (Foto: Reprodução / Jornal A Tribuna)“Foram adotadas medidas como auxílio emergencial, redução de jornada e linhas de crédito favoráveis, que foram muito positivas para a manutenção de postos de trabalho e para dar sobrevida às empresas nesse momento difícil. O retorno da Samarco em 2021 deve impulsionar um novo aumento este ano”.

O economista Ricardo Paixão avalia que, caso o País consiga vacinar boa parte da população, o ano de 2021 deve registrar um saldo maior do que 2020.

“O cenário é difícil e incerto, mas aposto minhas fichas na vacina. Se o governo conseguir realizar uma vacinação em massa, será criado um ambiente propício para abertura de novos negócios”.

Redução no tempo médio para abrir novo negócio

O tempo médio para a abertura de empresas no País reduziu de 2019 para 2020. Enquanto em 2019 levava-se 4 dias e 11 horas para abrir um negócio no Brasil, em 2020 esse tempo foi reduzido para entre 2 dias e 13 horas, uma redução de 43% em relação a 2019.

Já no Estado, também houve queda: se em 2019 levava-se 3 dias e 17 horas em média, em 2020 o tempo foi reduzido para uma média de 1 dia e 21 horas.

Em comentário ao jornal O Globo, o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, afirmou que o objetivo do governo é que o tempo médio seja de 1 dia.

“Houve um repique no período de março a maio do ano passado, quando as juntas comerciais suspenderam o atendimento presencial e não estavam capacitadas para atender os empreendedores. Mas passado isso, a curva voltou a cair”.

Entre as capitais, Curitiba é a que tem um tempo médio de abertura menor, de apenas 22 horas, seguida de Macapá e de Goiânia, de 1 dia e 1 hora. As mais lentas são Recife, que leva um tempo médio de 3 dias e 16 horas, e Salvador, onde se leva 8 dias e 17 horas para abrir uma empresa.
Vitória registrou tempo médio de abertura de 2 dias e 3 horas.


SAIBA MAIS


O que é MEI?

  • O Microeemprendedor Individual é um profissional autônomo criado pela Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008.
  • Quando você se cadastra como MEI, passa a ter CNPJ, ou seja, tem facilidades com a abertura de conta bancária, no pedido de empréstimos e na emissão de notas fiscais, além de ter obrigações e direitos de uma pessoa jurídica.

Como se tornar MEI?

  • Para ser registrado como Microempreendedor Individual, a área de atuação do profissional precisa estar na lista oficial da categoria, já que o MEI foi criado com o objetivo de regularizar a situação de profissionais informais. Para ser MEI, é necessário:
    • Faturar até R$ 81 mil por ano ou R$ 6.750,00 por mês.
    • Não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.
    • Ter no máximo um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria.

Quanto custa ser MEI?

  • O microempreendedor individual terá como despesas apenas o pagamento mensal do Simples Nacional.
    • Comércio ou indústria – R$ 53,25;
    • Prestação de serviços – R$ 57,25;
    • Comércio e serviços juntos – R$ 58,25.

Como se inscrever como MEI?

  • Os procedimentos para o Microempreendedor Individual são realizados através do Portal do Empreendedor – MEI, no site www.portaldoempreendedor.gov.br, seja inscrição, alteração, impressão de DAS, declaração anual ou baixa.

Fonte: Sebrae

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