Devido aos efeitos da pandemia, mais de 95 mil trabalhadores deram entrada no seguro-desemprego no Estado de janeiro até a primeira quinzena de agosto, segundo dados da Secretaria do Trabalho, vinculado ao Ministério da Economia.
Os 95.233 requerimentos acumulados representam um crescimento de 13% em relação aos oito primeiros meses de 2019, quando foram feitos 84.257 pedidos do benefício, além de ser a maior média registrada desde 2016, quando foram 108.200 pedidos no período.
No entanto, a prévia de agosto representa uma ligeira queda em relação aos meses anteriores, quando os impactos da pandemia foram mais sentidos na economia.
Ainda segundo dados da Secretária do Trabalho, a primeira metade de agosto registrou 4.758 pedidos de seguro. O número é menor que o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 5.619 pedidos do benefício.
Segundo o superintendente Regional do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, os dados consolidam uma tendência de queda. Ele lembra que em maio o Estado atingiu o recorde de 18.160, maior marca mensal em 20 anos.
“No mês passado já começamos a sentir um declínio, o que é um bom sinal, pois o número de pedidos de seguro-desemprego reflete não só as demissões, mas também que o trabalhador não conseguiu se recolocar no mercado”.
O acumulado de requerimentos neste ano ainda encontra-se abaixo do ano de 2013, quando atingiu 123.703 entre janeiro e agosto.
“Aquela época estávamos vivendo uma crise que culminou no auge dos protestos populares nas ruas. Outro período marcante foi o iniciado pela crise econômica mundial de 2008, que elevou o número de demissões pelos anos seguintes”, diz Candeias.
No País, foram realizados na primeira quinzena de agosto 216.350 pedidos de seguro-desemprego. O acumulado nacional no ano chegou a 4.737.572 requerimentos.
Custo com benefício subiu 50%

Somente no Espírito Santo, foram pagos em julho 55.977 parcelas do seguro-desemprego, um crescimento de 50% em relação a fevereiro, antes da pandemia, quando foram 37.523 benefícios. Em valores, o pagamento dessas parcelas custou R$ 72 milhões em julho, contra R$ 47,8 milhões no último mês antes da pandemia.
A partir deste mês, o seguro-desemprego poderá ser pago diretamente na conta corrente informada pelo trabalhador no ato da solicitação do benefício.
Benefício
Antes, o benefício somente podia ser pago em contas da Caixa; em saques com o Cartão Cidadão; ou ainda presencialmente, nas agências da Caixa.
“Esta é uma medida para facilitar o acesso de forma simplificada e trará mais praticidade aos beneficiados”, destaca o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.
