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INADIMPLÊNCIA

Mais de um milhão com nome sujo no Espírito Santo

A inadimplência bateu novo recorde, e só o Estado tem 1,29 milhão na lista suja, na qual 250 consumidores entram todos os dias

Luiz Rabi vê influência nas altas nos juros, no desemprego ainda elevado e na “renda corroída” pela inflação.

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A inadimplência bateu novo recorde em abril. No Estado foram registradas 1.292.027 pessoas inadimplentes, com valor médio de dívida em R$ 1.130,03. 

O número divulgado pela Serasa Experian mostra uma crescente na inadimplência, com cerca de 40 mil consumidores que entraram na lista de inadimplentes desde o início do ano, sendo   250 por dia.

Inadimplência é o não pagamento de uma conta ou dívida. Logo, os inadimplentes são aqueles que estão com dívidas em aberto. 

Para o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rabi, o aumento da inadimplência está em alta contínua desde outubro do ano passado. As recentes altas na taxa de juros, que encarecem o crédito, e o desemprego ainda elevado são as principais causas para o aumento da inadimplência.

“Renda corroída, empréstimos mais altos e juros elevados são um prato cheio para a tendência de crescimento da inadimplência”.

Rabi diz que existem fatores que podem auxiliar o consumidor nessa situação e também a evitar a inadimplência.

“Para quem está inadimplente a dica é buscar renegociar diretamente com o credor, pois as empresas têm interesse em fazer acordo para que as pessoas tenham condições de acertar suas contas. Para quem ainda não está inadimplente a sugestão  é  fazer uma revisão completa das finanças, evitar gastos desnecessários e buscar uma renda extra”.

O diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, diz que o aumento no número de inadimplentes liga o sinal de alerta. 

“Os clientes que dizem não poder pagar as prestações passam de 10%, que é o limite aceitável. A renda média familiar comprometida com dívidas passou de 30% que é também o limite, e cresceu o número de consumidores com mais de 50% da renda comprometida”.

Segundo Bergamin, com relação ao comportamento do consumidor foi estabilizado o número dos endividados que compram a prazo. 

“O parcelamento dos endividados não é de longo prazo. Ou seja, com disciplina conseguirão administrar as contas para voltar a comprar no final do ano. O lado ruim para o comércio é que não aumentará o faturamento nos próximos meses na modalidade a crédito, pois a pesquisa mostra que os consumidores não estão dispostos a aumentar as suas dívidas”, diz.

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