
Em resposta à ameaça de greve dos padeiros no Espírito Santo, os donos de padarias e confeitarias garantem que não vai faltar pão de sal para os consumidores no Estado.
Sem um acordo na rodada de negociações realizada no último dia 24, mais de 10 mil padeiros ameaçam paralisar as suas atividades em cerca de quatro mil empresas de panificação e confeitaria na Grande Vitória, a partir da próxima segunda-feira (17).
O presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Espírito Santo (Sindipães), Luiz Carlos Azevedo de Almeida, garantiu que não vai faltar pão de sal para os consumidores.
“A grande maioria é de empresas familiares. Por isso, mesmo que os padeiros entrem em greve, os proprietários vão garantir o funcionamento da padaria e a produção de pães e bolos”, afirmou Almeida.
Segundo o Sindipães, o setor de padarias e confeitarias de todo o País teve retração de 4%, entre janeiro a junho deste ano, por isso, o momento não seria propício para a greve.
“Acho que não é o momento para se falar em greve, devido ao atual cenário econômico que estamos passando”, disse Almeida.
PARALISAÇÃO
O presidente do Sindicato dos Padeiros do Espírito Santo (Sintramassas-ES), Ari George Siqueira, disse que há demora nas negociações salariais.
“Estamos em estado de greve, e já iniciamos a mobilização de toda a categoria”, disse Siqueira.
Segundo ele, o sindicato vai utilizar carro de som para mobilizar os trabalhadores nas principais regiões da Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares.
A categoria reivindica o reajuste da reposição da inflação (9,62%) e mais aumento real de salários, a inclusão de planos de saúde e odontológico, seguro de vida e vale-alimentação. Além de solicitar Participação nos Lucros e Resultados (PLR), entre outras reivindicações.
Segundo o Sintramassas-ES, mesmo com a crise, o setor registrou no ano passado um crescimento de 2,7% em todo o Brasil, com um faturamento chegando a R$ 84,7 bilhões.
“Todo este crescimento do setor está relacionado com a dedicação dos trabalhadores, que merecem uma campanha salarial decente”, afirmou Siqueira.
Reportagem: Thaíssa Dilly