No Espírito Santo, a Serra é a cidade onde a população mais consome. Gastos como alimentação, móveis, vestuário, habitação e até despesas com veículos dão ao município um potencial de consumo de cerca de R$ 14,3 bilhões neste ano, segundo dados do IPC Maps 2020.
Na comparação com o levantamento de 2019, a Serra subiu uma posição no ranking, e desbancou Vila Velha, que liderou o consumo no Estado no ano passado. O município canela-verde está em segundo lugar, com potencial de consumo de R$ 13,577 bilhões em 2020.
Na sequência, Vitória (R$ 12 bilhões) e Cariacica (R$ 8,1 bilhões), que mantiveram as posições alcançadas no ano passado.
O crescimento registrado por alguns municípios não aplaca, porém, os efeitos da crise. Com a pandemia da Covid-19, o consumo das famílias brasileiras ficará comprometido e deve voltar aos patamares de 2010 e 2012.
Para o sócio da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, as informações – obtidas por meio de cruzamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Boletim Focus, entre outras fonte oficiais – são valiosas para os investidores.
“Quando pensam em instalar ou ampliar um negócio, um dos pontos que investidores observam são os municípios em que o potencial de consumo está em ascensão. Isso dá embasamento para a decisão.”
Nos casos em que a empresa já está estabelecida, os dados também permitem analisar com maior precisão os resultados e identificar se seguem as tendências locais, ou se é necessário algum ajuste.
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, comemorou. “Somos a maior população do Estado e, apesar das limitações, temos grande capacidade de criação de emprego.”
O prefeito de Vila Velha, Max Filho, enalteceu o potencial econômico da cidade. “Além de uma das maiores populações, temos um mercado de qualidade. Isso aumenta o potencial de consumo.”
O secretário da Fazenda de Vitória, Henrique Valentim, disse que a capital já é uma cidade inteligente, considerada uma das melhores para se investir no País, com alta capacidade de recursos humanos: “Isso somado ao índice de potencial de consumo é um atrativo a mais para investimentos.”
Habitação é o maior gasto
O maior gasto da população capixaba é com habitação (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás), segundo a pesquisa IPC Maps 2020. A população do Estado gastará, em média, R$ 22,9 bilhões com habitação neste ano.
Os gastos com veículo próprio (R$ 11,1 bilhões) e alimentação domiciliar (R$ 6,5 bilhões) vêm na sequência.
Para o sócio da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, as informações refletem o momento de crise, em que a população prioriza gastos básicos.
“O consumidor está pensando mais antes de consumir por causa da incerteza em relação ao emprego e à renda, então o consumo essencial é priorizado.”


