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Economia

Mudança de juíza adia decisão sobre sindicato que movimenta R$ 10 milhões

Marcada para ocorrer na manhã desta quainta-feira (09), a audiência sobre o pedido de anulação da eleição da diretoria do Sindicato dos Comerciários ...

Sede do Sindicomerciários: membros da entidade alegam que a chapa de situação cometeu irregularidades

Última atualização

Sede do Sindicomerciários: membros da entidade alegam que a chapa de situação cometeu irregularidades (Foto: Beto Morais/AT)Marcada para ocorrer na manhã desta quainta-feira (09), a audiência sobre o pedido de anulação da eleição da diretoria do Sindicato dos Comerciários do Estado (Sindicomerciários-ES) terminou sem decisão. Por ter havido uma mudança na condução da audiência, a juíza substituta designada para o caso, Alda Pereira dos Santos Botelho, pediu tempo para entender o processo, iniciado em 2017.

A chapa de oposição à atual diretoria pede a anulação da última eleição do Sindicomerciários-ES – maior sindicato do Espírito Santo, com aproximadamente 110 mil trabalhadores e movimentando cerca de R$ 10 milhões por ano. Isso porque, de acordo com Gedson de Freitas, candidato que perdeu o pleito, foram cometidas diversas irregularidades pela chapa de situação.

“Pedimos uma liminar em caráter de urgência para anular a eleição. Na audiência, ela ouviu as partes e pediu tempo para ler o processo, por ainda não estar por dentro do assunto. Acredito que entre cinco e seis dias tenhamos a decisão”, disse.

Gedson afirmou que a perita designada pela Justiça para avaliar as provas do processo encontrou várias fraudes. “As urnas deveriam ficar abertas das 8h às 17h mas, em vários municípios, essa regra não foi obedecida. Em Aracruz, por exemplo, a urna não foi aberta, mas contava 126 votos no relatório”, explicou.

Ele disse ainda que uma votante, que mora há pelo menos oito anos fora do Brasil, estava na lista de pessoas que participaram da eleição. “Tudo isso pode ser comprovado no laudo da perícia. Só essas situações que citei já invalidariam a votação. Tenho certeza de que a Justiça será feita”.

O outro lado
A reportagem de A Tribuna tentou contato com Rodrigo Rocha, presidente do Sindicomerciários-ES no quadriênio 2017-2021, por meio de ligações e por mensagem de WhatsApp. Porém, ele não atendeu as ligações, não respondeu no aplicativo e não retornou à reportagem até o fechamento desta edição.

Entenda

Eleição

  • Em junho de 2017, os trabalhadores do comércio do Espírito Santo foram às urnas para escolher a chapa que iria dirigir o Sindicato dos Comerciários do Estado (Sindicomerciários-ES) no quadriênio 2017-2021.
  • A Chapa 1, que representava a situação, encabeçada pelo secretário de Finanças do sindicato à época, Rodrigo Rocha. A Chapa 2, de oposição, capitaneada por Gedson de Freitas, que tinha sido da diretoria do sindicato por 19 anos, até sair em 2016.
  • No fim da eleição, vitória da situação. Assim, Rodrigo Rocha se tornou presidente do Sindicomerciários-ES em outubro daquele ano.
  • A eleição marcava o fim da “Era Jakson Andrade”, que naquela ocasião era presidente já há dez anos. Hoje, ele é o secretário de Finanças e Administração do sindicato.

Justiça

  • Mas, a eleição de dois anos atrás não acabou. Pelo menos não na esfera judicial. Na manhã de hoje, 09, ocorreu audiência para definir se o pleito será ou não anulado, conforme pedido da chapa de oposição à atual diretoria.
  • Porém, a pedido da juíza substituta Alda Pereira dos Santos Botelho, a audiência teve seu resultado adiado.
  • A oposição alega diversas irregularidades que teriam sido cometidas pela chapa de situação. São elas: violação de urnas e contagem irregular de votos; proibição de eleitores da Chapa 2 de votar; violência contra integrantes da chapa de oposição, entre outras.
  • Gedson afirma ainda que há membros da atual diretoria que pertencem a outra categoria. No caso, cinco integrantes seriam do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de

Carnes e Derivados do Estado (Sindicarnes-ES)

  • Ele também acusa quatro diretores de enriquecimento ilícito, ao privilegiar empresas de familiares em convênios de planos de saúde e seguros de vida.

Fonte: Gedson de Freitas e pesquisa AT

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