
Depois de cinco horas de reunião, nessa terça-feira (27), em São Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários não chegaram a um acordo e, portanto, a greve – que começou no último dia 6 – continua no País.
Uma nova rodada de negociações está marcada para esta quarta-feira (28), às 15 horas, na mesma cidade.
Os bancários pedem de reajuste a reposição da inflação (9,62%) mais aumento real de 5%, já a Fenaban oferece aumento de 7% mais o pagamento de um abono de R$ 3.300. Essa proposta dos bancos foi apresentada ainda no começo da greve, no último dia 9, e foi considerada insuficiente pela categoria.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Fenaban apresentou na reunião dessa terla um novo modelo de acordo, com validade de dois anos ao invés de um. O Comando Nacional dos Bancários, por sua vez, reafirmou que o modelo proposto deverá contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso salarial, igualdade de oportunidades e segurança.
Na manhã desta quarta, a Fenaban deve apresentar aos bancos o que foi conversado com representantes dos bancários para então, às 15h, retomar as negociações.
O Comando Nacional dos Bancários exige que a proposta deva ter ganhos reais para categoria.
“Nossa orientação é que a greve continue forte em todo o País. Somente com a nossa mobilização vamos conquistar um acordo que atenda às demandas da categoria”, ressaltou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.
PARALISAÇÃO
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES), nesta terça havia 190 agências fechadas na Grande Vitória e 354 em todo o Espírito Santo.
Entre elas, todas as agências da Caixa, do Santander, Itaú, Bradesco e HSBC; 56 entre as 58 agências do Banestes; 43 entre as 44 agências do Banco do Brasil; e uma agência do Banco Safra.
Já no interior do Estado, são 164 agências fechadas: 45 entre as 48 agências da Caixa, 47 das 56 do Banestes, 57 das 60 do Banco do Brasil, além de todas as agências do Bradesco, Itaú e HSBC.
Segundo a Contraf-CUT, 13.449 agências e 36 centros administrativos estão com as atividades paralisadas no Brasil. O número representa 57,5% das agências de todo o País, um recorde para a categoria.
Reportagem: Heloiza Camargo