O conselho de administração da Petrobras indicou o economista Ivan Monteiro, atual diretor financeiro, para assumir interinamente o cargo de presidente da estatal depois do pedido de demissão de Pedro Parente. A reportagem apurou, porém, que executivos de fora da empresa chegaram a ser sondados para assumir o cargo.
Monteiro está a caminho de Brasília para conversar com o presidente Michel Temer. O executivo disse a interlocutores próximos que só aceitará o cargo se o presidente desistir de mexer na política de preços da companhia.
A reportagem apurou que ele estaria resistindo a aceitar o cargo e, até o fim da tarde desta sexta (1º), a Petrobras ainda não havia comunicado oficialmente a substituição.
O governo chegou a sondar outros nomes, como Pedro Zinner, que hoje preside a empresa de energia Eneva, controlada pleo BTG Pactual e pela Cambuhy Investimentos.
Ainda não há confirmação sobre se a permanência de Monteiro será em caráter interino ou permanente. Monteiro chegou à Petrobras em fevereiro de 2015, como parte da equipe do ex-presidente Aldemir Bendine, preso pela Operação Lava Jato, e foi mantido no cargo por Parente. Veio com Bendine do Banco do Brasil, onde também cuidava da área financeira e é um executivo bem visto pelo mercado.
Extremamente técnico e muito sério, ele é apreciado pelo mercado financeiro, que credita também a ele a recuperação da companhia.
O estopim para a saída de Parente foi uma “intervenção branca” na estatal, definida após a paralisação dos caminhoneiros, que, na prática, reduziu a autonomia da empresa para definir os preços do óleo diesel.
