A partir desta terça-feira (3) o Pix, nova plataforma para realizar pagamentos e transferências bancárias de forma instantânea, já começa a funcionar em fase de testes para alguns clientes. Segundo especialistas, ela deve substituir os boletos nos próximos anos.

Na fase de operação restrita, o Pix vai funcionar em horário especial: de segunda a quarta, de 9h às 22, às quintas, das 9h à meia-noite, e sextas, de meia-noite às 22h.
Segundo o BC, as instituições financeiras vão selecionar alguns poucos clientes para testar a plataforma. A partir de terça, qualquer cliente das 762 instituições habilitadas poderá receber dinheiro, e apenas os escolhidos para a fase de testes poderão transferir. A partir do dia 16, todos os usuários cadastrados poderão transferir e receber dinheiro pelo Pix.
“Cada banco terá seus próprios critérios para escolher quem participará da fase inicial”, explicou o presidente da Associação de Representantes dos Bancos no Estado do Espírito Santo (Arbes), Jorge Eloy. “Essa seleção pode, inclusive, ser aleatória. Mas todos os clientes escolhidos serão notificados, e podem aceitar ou não o convite”.

O economista Antônio Marcus Machado acredita que o Pix representa o fim do uso de papéis no sistema bancário. “Além da questão da sustentabilidade, que é muito importante, a rapidez das transferências é uma grande vantagem, especialmente para o microempreendedor individual”.
SAIBA MAIS
O que é o Pix
- É uma ferramenta criada pelo Banco Central para que os clientes cadastrados possam transferir e receber dinheiro na hora
- Quando estiver disponível para todos os clientes cadastrados, o Pix vai funcionar todos os dias da semana, 24h por dia, inclusive aos feriados
- Para fazer uma transação, basta escolher o ícone do Pix, que estará disponível nos aplicativos dos bancos e instituições financeiras
Como se cadastrar
- Qualquer cliente das instituições financeiras que adotaram o Pix pode se cadastrar a qualquer momento
- Para se cadastrar, é necessário criar uma chave de acesso pelo site ou aplicativo do banco
- Para criar uma chave, o usuário deverá se identificar por meio de: CPF ou CNPJ, e-mail, número do celular ou a chave aleatória
- Optando pela chave aleatória, o cliente não precisa informar seus dados pessoais. Um conjunto de números, letras e símbolos será gerado aleatoriamente para identificar a conta do destino de recursos
Quando estará disponível
- A partir da próxima terça (3), alguns clientes selecionados poderão começar a usar a plataforma
- A partir de 16 de novembro, o Pix estará disponível para todos os clientes cadastrados
Fase restrita
- A partir do dia 3 começa a fase de testes do Pix. Apenas clientes selecionados pelas instituições poderão fazer transações
- Os clientes selecionados serão notificados pelos bancos, e podem aceitar ou recusar o convite
- Qualquer pessoa que tiver conta nos bancos participantes já poderá receber dinheiro pelo Pix
- Durante a operação restrita, o Pix funcionará com horário diferenciado. A regra geral será das 9h às 22h, com as seguintes exceções:
- Nas quintas-feiras, (dias 5 e 12 de novembro), funciona das 9h às 24h
- Nas sextas-feiras, (dias 6 e 13 de novembro), funciona das 0h às 22h
Pago ou gratuito?
- Para as pessoas físicas, o Pix será gratuito, sem a cobrança de taxas
- As pessoas jurídicas poderão ser cobradas, conforme acordo entre correntista e instituição
- Os Microempreendedores Individuais (MEIs) não terão que pagar taxas no envio de recursos para transferência e compra, e também não pagam para receber recursos, com a finalidade de transferência
- Transações feitas através de canais de atendimento presencial ou pessoais das empresas, incluindo cobranças por telefones, poderão ser cobradas
- Pessoas físicas e MEIs também poderão ser cobrados em caso de recebimento de recursos com a finalidade de compras
Transações
- No aplicativo do banco, o cliente deve acessar a opção “Pix”.
- Além da opção “Minhas chaves”, que já está disponível, estarão acessíveis as opções “Pagar com Pix” e “Receber com QR Code”
Fim dos boletos
- O Pix vai possibilitar pagamentos e transferências que caem na mesma hora na conta de destino
- Especialistas acreditam que, com o tempo, a praticidade da ferramenta fará com que as instituições parem de usar boletos
Cadastro indevido
- As empresas só podem cadastrar os dados dos clientes no sistema com a permissão deles
- Se o cliente identificar que o banco ou fintech fez o registro sem autorização, pode acionar o Procon
- O Procon pode exigir que a empresa exclua os dados do cliente, e até aplicar multa por prática abusiva
- O cliente pode entrar com uma ação na Justiça e ser indenizado
- no site www.procon.es.gov.br, na aba “contato”, é possível encontrar o contato dos Procons municipais e dos Juizados Especiais Cíveis
Cuidado com golpes
- Criminosos podem invadir dispositivos e usar os dados das vítimas para fazer transações
- É importante não passar informações e nem enviar documentos por telefone ou internet
Novidades
- O Banco Central aprovou novas funcionalidades para o uso do Pix
- No Pix Cobrança, os lojistas, prestadores de serviço e demais empreendedores poderão emitir um QR Code para realizar pagamentos imediatos, ou cobranças com vencimento em data futura
- Nesse caso, é possível configurar outras informações além do valor, como juros, multa e descontos. Funcionalidade semelhante ao boleto
- as instituições financeiras e de pagamento que desejarem fornecer o serviço de integração aos usuários recebedores deverão adotar a interface de programação de aplicações (API) padronizada pelo BC
Números
- O BC aprovou 762 instituições para oferecer o Pix
- Até o dia 30 de outubro, às 18h, o BC contabilizou 57,8 milhões de chaves cadastradas no Pix
- Para a fase de testes, os bancos selecionaram de 1% a 5% dos clientes