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Economia

Poluição só melhora em 2023, diz ArcelorMittal

A ArcelorMittal detalhou ontem como vai investir os R$ 574 milhões anunciados para reduzir a emissão do pó preto no Espírito Santo. Segundo a ...

Planta da ArcelorMittal, que vai instalar uma quarta bateria na coqueria e um novo sistema de despoeiramento

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Planta da ArcelorMittal, que vai instalar uma quarta bateria na coqueria e um novo sistema de despoeiramento (Foto: Assessoria ArcelorMittal)

A ArcelorMittal detalhou ontem como vai investir os R$ 574 milhões anunciados para reduzir a emissão do pó preto no Espírito Santo. Segundo a empresa, os resultados só deverão ser sentidos em cinco anos, ou seja, em 2023.

Assim, aqueles que anseiam por ficar livre dos problemas de saúde e ambientais causados pelo pó preto terão de esperar. A medida para reduzir as emissões de poluentes são uma exigência do governo do Estado e do Ministério Público.

A empresa explicou que vai instalar uma quarta bateria na coqueria, o que vai custar R$ 523 milhões. É na bateria que o carvão é aquecido e transformado em coque – matéria-prima usada nos alto-fornos para produzir o ferro líquido, que depois vai ser transformado em aço.

De acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais, João Bosco Reis da Silva, essa medida vai levar a uma redução de 50% da concentração do material particulado que sai de duas chaminés da empresa, que vai passar de 60mg/Nm para 30mg/Nm em 2023.

Segundo o vice-presidente de Operações da Arcelor, Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira, o prazo para a obra ficar pronta é de três anos, contudo, ainda é necessário o licenciamento por parte do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema), o que estima que saia em 18 meses.

O diretor-presidente do Iema, Sergio Fantini de Oliveira, explicou que vai buscar reduzir o prazo. “A Arcelor tem de elaborar o estudo completo, com todas as informações que vamos pedir. A partir da entrada, teríamos um ano para responder. Como o tema é de fundamental importância, vamos buscar priorização e, com certeza, vamos reduzir esse prazo”.

Segundo ele, ainda não é possível precisar em quanto esse tempo pode ser reduzido.

Outra iniciativa da empresa será instalar um novo sistema de despoeiramento, no valor de R$ 51 milhões. Em algumas situações, a empresa joga uma substância com temperatura a partir de 1.000 graus no pátio. Em contato com o solo, há uma reação que gera material particulado, que contribui para a poluição do ar. Com o novo sistema, essa emissão vai ser captada pelo filtro de manga.

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