- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Economia

Porto Central ameaça peixes no litoral Sul do Estado

A instalação do Porto Central, em Presidente Kennedy, vai trazer o lado negativo do progresso econômico. Especialistas alertam que o empreendimento – ...

Planta atualizada do Porto Central: obra tem previsão de início no próximo ano e conclusão, em 2022.

Última atualização

A instalação do Porto Central, em Presidente Kennedy, vai trazer o lado negativo do progresso econômico. Especialistas alertam que o empreendimento – que tem início das obras previsto para 2019 e conclusão, em 2022 – vai afetar o meio ambiente e os peixes da região Sul do Estado.

De acordo com a especialista em Zoologia Helen Pichler, uma obra do porte da implantação do Porto Central, que terá 25 metros de profundidade, vai movimentar o sedimento do fundo do mar.

“Essa movimentação vai afugentar peixes pequenos e pescados. No processo de escavação, terá o soterramento dos organismos que residem ali e, nem sempre, teremos uma recolonização dessas espécies.

A dragagem faz com que o sedimento fique em suspensão. Esse sedimento pode grudar nas brânquias dos peixes e matá-los por asfixia”.

Com a escavação para aumentar a profundidade do porto para receber navios de grande porte, o professor de Zoologia de Vertebrados Maurício Hostim Silva afirma que a dinâmica das espécies que estão no local será alterada.

Ele atribui a mudança ao barulho e ao movimento de navios quando o empreendimento tiver em operação, podendo provocar a fuga da fauna local.

“A modificação nas condições físicas da área onde será instalado o porto, além de afugentar espécies, se torna atraente para outras. Esse é o caso do mero, uma espécie de peixe ameaçada de extinção, que é atraído para esses berços onde atracam os navios. Por ser um peixe grande, ele se torna uma ameaça para outras espécies da fauna local”.

Outro típico problema dos portos é a água de lastro, apontada como importante componente de desequilíbrio ambiental marítimo.

O professor de Ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luiz Fernando Schettino, explica que essa água, usada para o equilibrio do navio, costuma ser transportada com micro-organismos originários da costa de onde o líquido foi retirado.

Apesar de existirem regras internacionais que determinam que a água de lastro deve ser tratada, por conta do custo de parada, muitos navios não cumprem a regra.

“Quando isso acontece, esses organismos que vem de outras regiões do mundo podem não ter predadores naturais no nosso País, o que provoca desequilíbrios”, explica.

A reportagem completa você lê na edição deste sábado (9) do jornal A Tribuna.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.