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O rendimento da poupança superou a inflação em mais de 5%, pela primeira vez, em seis anos. Ela teve rendimento real de 5,22% nos últimos 12 meses, até junho deste ano, segundo levantamento do TradeMap.
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O saldo entre depósitos e saques no Estado ficou em torno de R$ 52 milhões, em junho. No País, o número foi de R$ 2,5 bilhões no mesmo período, conforme o Banco Central.
A inflação acumulada dos últimos 12 meses é de 3,16%. Já o rendimento da poupança acumulado no mesmo período é de 8,41%.
O economista Mário Vasconcelos destacou que a poupança é uma boa alternativa para quem é conservador e não tem muito dinheiro poupado. “É mais para quem trabalha e no fim do mês quer guardar um dinheiro que sobrou. Prefere não correr riscos e poder sacar a qualquer momento, então deixa ali”.
Ele destaca que a poupança tem alta liquidez. Já investimentos como renda fixa tem uma rentabilidade maior e uma liquidez menor.
“Se investir e precisar do dinheiro em curto prazo, vai pagar imposto sobre o que ganhou. Dependendo, o rendimento pode até igualar à poupança. É preciso pensar bem”.
O economista Jorge Eloy Domingues destacou que espera que a poupança continue com rendimento acima da inflação por pelo menos 90 dias. “A notícia é boa desde que se mantenha por alguns meses”.
Segundo o economista Pedro Lang, mesmo com rendimento acima da inflação, a poupança não é a melhor opção. “O que a gente tem agora é rentabilidade real, que é a rentabilidade acima da inflação”, explicou.
“Em ambientes de Selic acima de 8,5%, a taxa da poupança é de 0,5% ao mês + a Taxa Referencial (TR), que é próximo de zero, então rende lá 0,5% ao mês. Um investimento hoje com risco zero, Tesouro Direto, Tesouro Selic, emprestando dinheiro para o governo, você tem o rendimento próximo de 1%, 1,5%”.
Ele destacou que é uma aplicação com menor risco e com maior retorno e menor volatilidade. Ponderou ainda que os bancos têm mais risco de quebrar do que o Brasil. “A poupança remunera só na data de aniversário, o tesouro direto remunera todos os dias”.
O economista destacou que os interessados devem investir na melhor alternativa, para um determinado nível de risco, que gere o melhor retorno.
SAIBA MAIS
Poupança
– A poupança passou por momentos em que os saques superavam os depósitos, por causa do rendimento serem inferiores à inflação;
– O rendimento da poupança superou a inflação em mais de 5%, pela primeira vez, em seis anos. Ela teve rendimento real de 5,22% nos últimos 12 meses, até junho deste ano, segundo levantamento do TradeMap;
– Mas essa mudança torna a poupança uma boa alternativa para deixar o dinheiro? Especialistas explicam que depende da situação;
– Para quem tem poucos recursos e pode precisar deles de uma hora para outra, a poupança pode ser a decisão mais acertada;
– Já para quem tem recursos que não vê necessidade de uso a longo prazo, fazer investimentos em renda fixa tende a ser uma melhor opção;
Saldo
– O saldo entre depósitos e saques no Estado ficou em torno de 52 milhões, em junho. No País, o número foi de R$ 2,5 bilhões no mesmo período, conforme o Banco Central. Para o cálculo no Estado, foi considerado que o índice corresponde a 2% do número nacional.
Escolhas
– Especialistas afirmam que não existe o melhor investimento para todo mundo. E sim, o melhor investimento de acordo com as necessidades de cada um;
– Por isso, antes de investir é importante ponderar rentabilidade, a possível necessidade daquele dinheiro, o valor a ser pago caso precise retirar o investimento antes do tempo previsto, entre outras particularidades;
– Estudar sobre o assunto ou procurar a ajuda de um especialista pode ajudar. Também é importante entender quais são os valores que serão pagos, incluindo taxas, para esse tipo de assessoria.
Fonte: Especialistas citados.