Primeira mulher a ser eleita para o cargo, a nova presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cristhine Samorini, tomou posse ontem. Em seu discurso, ela afirmou sobre os caminhos que o desenvolvimento economico do Brasil precisa tomar.
“Precisamos de um projeto mais ambicioso para o País. Os motores de crescimento da economia brasileira já vinham falhando antes mesmo da pandemia. Nossa agenda ainda está pautada nos gargalos históricos do País”, disse.
Devido a pandemia do coronavírus, apenas alguns convidados, como o governador Renato Casagrande, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e outros políticos e autoridades estiveram presentes. O público pôde acompanhar pela internet.
Cristhine, ou Cris, como gosta de ser chamada, foi eleita para comandar a Findes no triênio 2020-2023. Ela substitui Leonardo de Castro. A nova presidente é diretora-comercial da Grafitusa, gráfica mais antiga do Espírito Santo.
Após a cerimônia, Cristhine não conseguiu dar entrevista à reportagem pois ficou muito emocionada. Em seu discurso, ela ainda falou sobre as expectativas para a economia capixaba no futuro.
“Tenho plena convicção de que o Espírito Santo estará, muito em breve, entre os estados de referência do País. Temos equilíbrio fiscal, material humano, ótimas universidades e empresas conscientes de seu papel na sociedade, todos os insumos necessários para seguir avançando e construindo as bases de uma economia cada vez mais sólida e uma indústria mais produtiva, inovadora e competitiva.”
A presidente destacou que há um longo caminho a ser percorrido. “O Estado possui 16 mil indústrias, mas temos contato permanente com somente três mil delas. Um passivo enorme, sobretudo entre as micro e pequenas empresas”.
Para ela, é importante o investimento em áreas diversas, como ferroviária e rodoviária, para assim, tornar o Estado um modelo para o Brasil. “É necessário destravar investimentos em infraestrutura ferroviária, portuária e rodoviária, estimular parcerias público-privadas, privatizações, concessões e também equalizar a tributação nos setores que operam em desigualdade com outros estados”.
