A aprovação da Nova Lei do Gás e o fim do monopólio da Petrobras na distribuição do produto vai deixar o gás natural cerca de 48% mais barato para o consumidor.
Entre as mudanças previstas pelo novo dispositivo, a construção de gasodutos passará a ser feita pelo regime de autorização, não mais de concessão.
Isto é, a empresa que quiser construir um gasoduto deverá somente pedir permissão para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O novo modelo também vale para ampliação, operação e manutenção das instalações.
O governo estima que, com a abertura do mercado, o preço do gás natural poderá cair e, consequentemente, o preço da energia elétrica. Isso porque, parte das usinas térmicas usa o combustível para gerar eletricidade.
A equipe econômica do governo prevê também que o preço do botijão de cozinha caia dos atuais R$ 80 para R$ 60.
“Quando se fala de geração de energia barata, isso é bom para todo mundo. Podemos falar em serviços, consumo individual, reflexos no cotidiano, na comida congelada que compramos no supermercado, tudo tem energia associada”, disse o executivo da Findes para o Fórum Capixaba de Petróleo e Gás, Luis Claudio Montenegro.
Segundo Luis, para a indústria, a redução real do custo do gás deve ficar entre 18% e 22%, considerando-se outros elementos da cadeia.
“Com gás mais barato, o Estado se torna mais competitivo. O nosso gás custa três vezes mais do que o dos Estados Unidos, por exemplo. Agora, se um grande consumidor quiser, poderá comprar o gás diretamente do fornecedor e criar uma rede de transporte. Isso cria competição”, completou ele.
