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Economia

Preços disparam e supermercados já limitam compras

Arroz, feijão, óleo de soja e leite. Estes são alguns dos itens básicos da mesa do brasileiro que tiveram disparada de preço. Alguns estabelecimentos ...

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 Consumidor já sente os efeitos da inflação no preço dos alimentos(Foto: Divulgação)Arroz, feijão, óleo de soja e leite. Estes são alguns dos itens básicos da mesa do brasileiro que tiveram disparada de preço. Alguns estabelecimentos da Grande Vitória já estão começando a limitar as compras, segundo o Procon Estadual.

Especialistas afirmam que o aumento dos preços, que vem apresentando alta nos últimos 12 meses, ocorre por vários fatores, como a alta do dólar e a grande demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Nesta quarta-feira (09), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto.

Comparando com os dados de julho, o IPCA recuou 0,03% na Grande Vitória. Porém, mesmo assim, os alimentos subiram 1,72% no mês passado, o que acumula uma variação de 6,95% no ano. Esse número é sete vezes maior do que o IPCA acumulado ao ano, de 0,92%.

Os impactos deste aumento refletem nas prateleiras: alguns estabelecimentos da Grande Vitória já estão limitando a compra de itens, como arroz e óleo de soja. A prática, segundo o Procon Estadual, é ilegal se não for justificada.

“Estamos nos deparando com supermercados que, além de preços altos, estão limitando a quantidade de produtos a serem comprados. Para o fornecedor colocar limite quantitativo tem que ter justa causa. E nós não temos informação de escassez dos produtos”, afirmou o diretor-presidente do Procon Estadual, Rogério Athayde.

De acordo com o IBGE, os alimentos que apresentaram as maiores altas no Estado, de janeiro a agosto, são tomate (78,77%), leite longa vida (24,80%), farinha de trigo (24,64%), óleo de soja (24,07%), feijão preto (22,27%) e arroz (21,66%). Derivados do leite, como queijo, também aumentaram.

O superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, diz que quem tem estoque, que compra em grande quantidade, tem conseguido manter preços mais baixos.
Nos supermercados, consumidores reclamam. “Um saco de arroz de R$ 9 já custa mais de R$ 20. Um absurdo”, disparou a dona de casa Viviane Neves, 48 anos.


Comparação de preços antes da compra

Os impactos da alta de alguns produtos foram observados pela promotora de vendas Patrícia Santos, 41 anos, e sua filha, a estudante Djhulyaisha dos Santos, 18.

“Percebi um aumento exorbitante de muitos itens da cesta básica, especialmente do arroz e leite”, disse Patrícia, enquanto fazia compras em um supermercado na capital.

Para driblar essa alta, ela adota algumas estratégias, como pesquisa de preços em outros supermercados e até substituição de alguns produtos.

“Hoje (ontem) comprei macarrão, que teve uma alta de preço, mas nem se compara com o arroz. O leite aqui está a R$ 4,18, mas ontem (terça-feira) comprei a R$ 3,99 em outro supermercado. Vale a pena comparar”, revelou Patrícia.

Promotora de vendas Patrícia Santos, 41 anos, e sua filha, a estudante Djhulyaisha dos Santos, 18. (Foto: Kadidja Fernandes / AT)


SAIBA MAIS


Carnes também tiveram aumento

  • Um conjunto de fatores fez aumentar o preço dos principais itens da cesta básica do País. Arroz, feijão, leite, óleo de soja, farinha de trigo e algumas carnes já subiram bastante.
  • a alta da inflação oficial de agosto foi de 0,24%. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.
  • O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos subiu 8,83% no período.

Na Grande Vitória

  • Comparando com os dados de julho, o IPCA recuou 0,03% na Grande Vitória. Porém, mesmo assim, os alimentos subiram 1,72% no mês passado, o que acumula uma variação de 6,95% no ano.
  • De acordo com o IBGE, os alimentos que apresentaram as maiores altas, no Estado, de janeiro a agosto, são: tomate (78,77%), leite longa vida (24,80%), farinha de trigo (24,64%), óleo de soja (24,07%), feijão preto (22,27%) e arroz (21,66%).
  • Derivados do leite, como queijos, também tiveram aumento.

Motivos

  • A alta do dólar é um dos principais motivos citados pelos economistas. O câmbio da moeda americana faz com que o produtor prefira vender para o exterior, diminuindo assim a oferta para o País.
  • A pandemia do novo coronavírus aumentou o consumo de alimentos em casa, especialmente por causa do pagamento do auxílio emergencial.

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