A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus deverá prejudicar o planejamento das concessões previstas pelo governo federal em 2020, como a BR-262, segundo especialistas de finanças.
Para o economista Eduardo Moreira, é quase impossível evitar impactos na negociação dessas concessões.
“O momento é de insegurança na aplicação do capital. No momento, os investidores vão preferir áreas mais seguras e é consenso que a demanda em aeroportos e estradas não volte tão rápido aos níveis que possuíam antes da pandemia”, projeta.
Entre os leilões previstos para este ano está o da BR-262 (que liga o Estado a Minas Gerais), agendado para o último trimestre. A previsão inicial era de que a rodovia, que será vendida em um bloco com a BR-381 (que passa por São Mateus, no Norte), gerasse um recurso de R$ 9 bilhões.
Na sexta-feira, a secretária de Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa, participou de uma videoconferência com investidores e falou sobre os planos de leilões.
“Precisamos ter resiliência e entender que o momento é de cautela e avaliação de riscos. Mas, o ministério tem um programa de concessões robusto e atrativos e estamos trabalhando para estabelecer segurança jurídica para as empresas, mesmo após a crise”, afirmou.
Questionado pela reportagem, o Ministério da Infraestrutura não quis comentar como ficará a situação específica da BR-262.
