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Economia

Reajuste de planos de saúde para 124 mil sai no mês que vem

Os usuários de planos de saúde podem preparar o bolso. Os planos individuais e familiares serão reajustados até o final do mês que vem, de acordo com ...

Atendimento médico: reajuste anual dos planos de saúde individuais é feito com base nas despesas assistenciais da operadora, além de gastos administrativos

Última atualização

Os usuários de planos de saúde podem preparar o bolso. Os planos individuais e familiares serão reajustados até o final do mês que vem, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que calcula o índice. Só no Estado, 124.905 pessoas terão seus planos reajustados pelas operadoras a partir da data de aniversário de cada contrato.

O novo Índice de Reajuste dos Planos Individuais (IRPI) será baseado na variação das despesas médicas das operadoras nos planos individuais e na inflação geral da economia. Antes, os índices eram baseados nos reajustes de contratos de planos coletivos com mais de 30 beneficiários.

“Esse modelo é uma forma mais eficiente e transparente de cálculo e vai refletir com maior exatidão os custos em saúde. Combinamos a Variação das Despesas Assistenciais (VDA) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o novo modelo proposto para o cálculo”, explicou o diretor de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Apesar de o índice ainda não ter sido definido, de acordo com Rogério, o custo final do plano de saúde é impactado por diversos fatores.

“O custo final do plano de saúde é impactado por fatores como aumento da frequência de uso e inclusão de novas tecnologias, que não são aferíveis previamente.”

De acordo com a agência, o índice a ser autorizado é o percentual máximo que pode ser aplicado, e as operadoras não podem adotar uma porcentagem mais alta do que a permitida.

Mas, segundo a ANS, as operadoras são livres para adotar índices inferiores ao divulgado pela agência ou mesmo manter suas mensalidades sem reajuste. No Estado, 487 operadoras estão com planos individuais e familiares ativos.

Durante uma audiência realizada ontem na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Comissão de Defesa do Consumidor debateu os reajustes de planos de saúde.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), afirmou que os planos de saúde regidos por contrato coletivo, 80% dos planos no País, não têm o reajuste controlado pela ANS. O deputado vai entrar com um processo judicial para que a ANS comece a regular também os planos coletivos

A pensionista Maria da Conceição Nascimento, de 77 anos, mora em Vitória (Foto: Fábio Nunes/AT)

“Não posso ficar sem assistência”, diz pensionista

A pensionista Maria da Conceição Nascimento, de 77 anos, que mora em Vitória, usa o plano individual há 20 anos e espera que o reajuste anual não ultrapasse os 10%.

“Apesar de o meu plano não ter aumentado muito no ano passado, eu espero que este ano o valor seja ainda mais baixo”, afirmou.

Maria contou que, no momento, paga R$ 904 de mensalidade. “É um valor bem alto. Mas devido a minha idade não posso ficar sem assistência médica.”

A pensionista comentou ainda que o valor do aumento tem seguido sua faixa etária. “Tenho um filho que também usa o plano individual, porém, devido a sua idade, ele paga bem menos do que eu tenho pago”, relatou.
 

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