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Após meses de negociação com seus credores, a Samarco – parceria entre a Vale e a australiana BHP – entregou nova versão de seu plano de recuperação judicial, com a meta de chegar a acordo com o grupo de credores que detém R$ 26,4 bilhões de sua dívida.
O novo plano deverá ser votado na segunda convocação da Assembleia-Geral de credores, em 10 de março.
A principal mudança do plano foi o limite de US$ 2,3 bilhões (R$ 11,5 bilhões) em aportes da Samarco na Renova, órgão criado para administrar o pagamento das indenizações referentes à tragédia de Mariana (MG), em 2015, que deixou 18 mortos e provocou dano ambiental ao ecossistema do Rio Doce.
Se a injeção de capital superar esse montante, Vale e BHP arcarão com a conta. O novo plano impõe que a Samarco fará aportes na Renova apenas se o fluxo de seu caixa for de ao menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão).
A mineradora esteve no centro da tragédia de Mariana, ficando anos sem operar. A situação culminou, em abril de 2021, no pedido de recuperação judicial.
A expectativa, conforme fontes próximas à Samarco, é de que o plano possa ser aprovado.
O grupo de credores contratou o executivo Tito Martins, ex-Vale, para ser o presidente da Samarco. O grupo defenderá, conforme fontes, que a empresa precisa de uma gestão independente.