Em meio a uma batalha com os credores, a mineradora Samarco entrou com um plano de recuperação judicial neste mês, e garante que, com o plano, não será afetada para o processo de retomada de suas operações plenas.
Isso porque, atualmente, a mineradora está operando apenas com 26% de sua capacidade, uma vez que precisou paralisar toda a sua produção após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
Desde então, a empresa retomou as atividades parcialmente em dezembro do ano passado.

Já a Samarco, por sua vez, com o pedido de recuperação judicial, argumentou que o processo de retomada será gradual, de acordo com o plano de negócios proposto como parte do pedido de recuperação judicial.
Em nota, a Samarco alegou que as dívidas foram contraída antes mesmo do rompimento da barragem, e é em maior parte financeira e detida por fundos internacionais especializados em compra de títulos de dívida.
“A dívida foi contraída com bancos e fundos para financiar projetos de expansão da Samarco antes do rompimento da barragem de Fundão. A Samarco reitera que os acordos com relação ao rompimento da barragem de Fundão estão sendo conduzidos por meio da Fundação Renova. A empresa reforça que a recuperação judicial não terá impacto nas ações de reparação conduzidas pela Fundação Renova”.
Um consultor empresarial, em conversa com a reportagem, explicou que a operação na mineradora está dentro da normalidade.
“A Samarco está obedecendo os trâmites legais. A previsão é retomar em 2024 mais uma unidade de pelotização. São quatro. Ela já voltou com a quarta e, em 2024, deve voltar com a terceira. Tudo dentro da normalidade”, disse.
Ainda de acordo com a Samarco, em relação ao retorno das operações da mineradora, a empresa justifica que só está sendo possível, ainda que de forma gradual, graças ao pedido de recuperação judicial.
ENTENDA O CASO
Dívida da Samarco
- A dívida da Samarco já estava aberta antes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, estado de Minas Gerais, no ano de 2015.
- O déficit da empresa foi aberto entre os anos de 2013 e 2014.
- A dívida foi contraída com bancos e fundos para financiar projetos de expansão da Samarco.
- Segundo a mineradora, as dívidas da empresa são, em maior parte, financeiras e detidas por fundos internacionais especializados em compra de títulos de dívida.
Recuperação judicial
- O pedido de recuperação judicial foi feito pela Samarco em abril deste ano, na tentativa de blindar a empresa contra execuções, para que ela consiga se reestruturar.
- A mineradora estava com as atividades paralisadas desde o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, e retomou parte das operações apenas em dezembro do ano passado.
- O plano de Recuperação Judicial, acolhido pela Justiça brasileira na última semana, protege a Samarco de execuções de dívidas com os credores financeiros.
- Retomada da operação
- operando atualmente com 26% da sua capacidade instalada, a Samarco garantiu que o pedido de recuperação judicial não vai afetar a retomada do pleno funcionamento.
- Mesmo assim, essa retomada vai ocorrer de forma gradual.
- A previsão é de um período de 6 a 9 anos para o retorno integral das operações da mineradora, e vai acontecer de acordo com o plano de negócio proposto com a recuperação judicial.
Fonte: mineradora Samarco.