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Economia

Tecnologia abre uma janela de oportunidades no mercado de trabalho

Os efeitos da pandemia aceleraram a tendência de digitalização. Levaram empresas a se renderem ao comércio eletrônico, motivaram a criação de novos ...

Telefonia e internet: empresas do setor são as que mais fazem o consumidor perder tempo para resolver problemas, de acordo com advogados especialistas em Direito do Consumidor

Última atualização

Os efeitos da pandemia aceleraram a tendência de digitalização. Levaram empresas a se renderem ao comércio eletrônico, motivaram a criação de novos aplicativos e a utilização de diversos meios digitais para conectar pessoas por diversos motivos, do trabalho aos sentimentos.

E, quando o assunto é tecnologia, o jovem da geração Z tem certa vantagem competitiva, de acordo com o Diretor do FGV Social, Marcelo Neri. “Esse conhecimento abre uma janela de oportunidades para os jovens que já nasceram mexendo com recursos tecnológicos”, explicou.

Erthelvio Júnior prevê aprendizado facilitado para a nova geração (Foto: Divulgação)O diretor de Desenvolvimento Institucional da Faesa, Erthelvio Nunes Júnior, defende que a geração que está se formando agora com certeza vai se adaptar bem a esses novos tempos.

“A pandemia nos levou para uma digitalização, a gente precisou cada vez mais de dispositivos que nos conectassem remotamente. Essa geração está mais antenada com esses recursos e terá uma grande capacidade de adaptação, desde que tenha desenvolvido na sua formação a capacidade de aprender a aprender”, reforçou.

Ele destacou ainda que a área de Tecnologia da Informação (TI) está crescendo e que poucas pessoas se interessam por ela. “Além da tecnologia, outro caminho são as áreas que envolvem habilidades humanas que não podem ser substituídas por robôs, como a Psicologia”.

Para o futurista Leonardo Carrareto, a área de tecnologia vai trazer mais oportunidades para os jovens da geração Z que se identifiquem e encontrem sentido nela.

Já para quem não se identifica com a área, ele defende que “a familiaridade pode facilitar, mas a necessidade de buscar sentido e aplicação prática coloca esses jovens em igualdade com as demais gerações”.

Os especialistas destacam a importância do aprendizado contínuo e lembram que independente da área de atuação é preciso saber se virar no mundo virtual.

Estudos continuam após a graduação

Letícia é publicitária e faz pós-graduação em Marketing Digital (Foto: Acervo pessoal)A publicitária Letícia Martins de Pinho, de 24 anos, é formada há dois anos.

“O mercado de trabalho está difícil para todo mundo. Estou buscando uma oportunidade de emprego e trabalhando como gerenciadora de redes sociais autônoma de lojas nerd”, enfatizou.

Enquanto isso, ela também está se dedicando a uma pós-graduação em Marketing Digital, mostrando que entende a importância de não parar de estudar, principalmente em um mercado tão competitivo como o que está enfrentando agora.

Especialistas dizem como fazer a chance acontecer

Considerando a conjuntura econômica, a pandemia e a automação, que vem substituindo o trabalho do homem nas atividades repetitivas, o que é preciso fazer para conseguir se colocar no mercado de trabalho em crise? Para saber a resposta, a reportagem conversou com especialistas sobre o assunto.

Igor Salotto: valorização (Foto: Divulgação)Uma das alternativas é se preparar para as atividades profissionais que vão ter mais crescimento, olhando para uma demanda que vai surgir e que estará pronto para ocupar, conforme sugeriu o professor de Inovação e Negócios Digitais Marcelo Minutti.

“Se conseguir uma vaga nos setores que serão impactados diretamente pela transformação digital, o indivíduo pode não ter tempo hábil par trocar de profissão”. Outro ponto indispensável, segundo ele, é continuar estudando.

Igor Salotto, cofundador de uma escola de preparação de estudantes do ensino médio, observa que os profissionais não devem ficar restritos à sua área de formação. “Se abrir o leque de oportunidades e entender os papéis que consegue desemprenhar além da área de formação, as chances aumentam”.

Ele lembrou que, para se destacar, também é importante construir um currículo que valorize as experiências.

“Jornada acadêmica, iniciação científica, grêmio, empresa júnior, são exemplos”, destacou.

“Geração Z” busca um propósito

A geração Z nasceu num ambiente digital e com um mundo de possibilidades e informações aos seus pés. Esses jovens se guiam por propósitos e querem trabalhar em empresas onde possam causar impactos.

“É uma necessidade de fazer algo que dá satisfação, prazer e de se sentir valorizado” explicou Igor Salotto, cofundador de uma escola de preparação de estudantes do ensino médio.

Marcelo Minutti recomendou a preparação para  atividades profissionais que vão ter mais crescimento, de olho na demanda (Foto: Divulgação)

Eles também trazem consigo características como disponibilidade, por não ter tanto o desejo de constituir família rápido e não se prendem a questões hierárquicas, conforme Neidy Christo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES).

Ela também destacou habilidade em resolução de problemas complexos, pensamento crítico e criatividade. Em contrapartida, vem a falta de experiência. Alguns especialistas também apostam que essa geração é menos resistente a frustração e mais imediatista.

Com uma disputa tão acirrada no mercado de trabalho, ela acredita que vai ser um detalhe que vai fazer a diferença na hora da contratação. “Pode não ser a experiência”, avaliou.

Saiba mais

Formação

  • Antes de escolher uma área de formação é importante considerar o que gosta de fazer e o que terá empregabilidade no futuro.
  • As áreas que demandam esforço repetitivo tendem a ser substituídas pela automação e não são uma boa opção para quem pensa em uma carreira a longo prazo.

Busca constante

  • Ter conhecimento em diferentes áreas é uma forma de não ficar refém de uma área de formação e de poder ter um leque mais amplo de possibilidades no mercado.
  • Estar atualizado em sua área e procurando sempre aprendizado é um caminho para se manter competitivo no mercado de trabalho.
  • Também é essencial aprender a aprender, de maneira que possa ser autônomo em sua busca por conhecimento.

Currículo

  • Para quem já se formou ou está em fase final da graduação, mas sem experiência de emprego, é interessante tentar construir um currículo que valorize as experiências como jornada acadêmica, iniciação científica, grêmio, empresa júnior, entre outras. O trabalho voluntário também é relevante, mostra interesse, iniciativa, proatividade, por exemplo.
Fonte: Marcelo Minutti, Erthelvio Nunes Júnior, Igor Salotto, Associação Brasileira de Recursos Humanos.

Análise de Andréa Salsa, diretora da ABRH-ES

“No ano passado, a Digital Group publicou que a geração Z ou Centennials (1996 a 2010) é caracterizada pelo lema ‘Nós vamos mudar o mundo’. Vale ressaltar que as diferenças socioeconômicas e culturais atravessam as definições geracionais. Mas existem eixos centrais, que é possível delimitar.

Recém chegados ao mercado de trabalho, os integrantes da geração Z são desapegados das fronteiras geográficas. Valorizam a consciência coletiva e preocupam-se com a sustentabilidade. São os primeiros nativos digitais e esperam rápida ascensão na carreira.

Trata-se de uma geração muito virtuosa para o mercado, pois aprendem de múltiplas maneiras. Entretanto, apesar de serem populares nas redes sociais, na vida real podem não trabalhar bem em grupo, devido sua forte característica de independência e certo isolamento.

Daí a necessidade de o ambiente organizacional ter diferentes gerações, que possam se complementar e se apoiar, para que o equilíbrio da diversidade tão necessária nas organizações se torne uma realidade harmônica e potente.”

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