A timidez é o que mais atrapalha a conseguir uma vaga de emprego, pois isso influencia diretamente no processo de entrevista, segundo especialistas. Além disso, eles apontam que a timidez também pode dificultar a vida de colaboradores que buscam uma promoção ou até mesmo recolocação no mercado de trabalho.
O CEO da Heach Brasil, EUA e América Latina, Elcio Paulo Teixeira, disse que, na entrevista, a timidez é o que mais interfere. “Devido à comunicação ineficiente, o candidato acaba não sendo capaz de despertar o interesse da empresa.”
Ele detalhou que a timidez atrapalha o candidato a se vender para a vaga e a mostrar que é capaz de fazer um bom serviço. “A corporação acaba não se interessando por contratá-lo e não é por falta de capacidade”, frisou.
A psicóloga especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas acrescentou que a timidez também pode atrapalhar o candidato a alavancar a carreira: “As pessoas mais tímidas geralmente têm uma rede de contatos menor. E são justamente os contatos que ajudam na recolocação, com indicações para oportunidades de trabalho.”
Ela estima que no Espírito Santo 95% dos candidatos a uma vaga de emprego são indicados por alguém. “De 50% a 70% dos indicados acabam conseguindo a vaga”, destacou.
Gisélia disse que muitas vezes os candidatos são chamados para oportunidades das quais nem sequer teriam conhecimento se não fosse a indicação de alguém influente.
A coordenadora do curso a distância de gestão RH da UVV, Marinete Fracischeto, destacou que todo profissional acaba assumindo um papel de representação: “Ele representa a empresa, e a timidez pode ser um problema, dependendo da profissão, do cargo e do local.”
Ele informou que na universidade há preocupação em ajudar o aluno a ter uma comunicação mais assertiva, para que a inserção dele no mercado ocorra mais facilmente.
A timidez, contudo, não é defeito, e sim característica. Assim como tem desvantagens, também traz benefícios: “Os tímidos geralmente observam mais e têm audição mais ativa porque falam pouco”, disse a diretora-executiva de Capital Humano da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Fabíola Sarmento.
Veja a reportagem completa sobre este tema no Jornal A Tribuna de domingo (17).

