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Economia

Usiminas não tem previsão para retomar produção plena após explosão

A Usiminas afirmou neste sábado (11) que ainda não tem previsão sobre quando retomará a plena produção na usina siderúrgica de Ipatinga (MG), após ...

Gasômetro explodiu na unidade da Usiminas, no Vale do Aço

Última atualização

Gasômetro explodiu na unidade da Usiminas, no Vale do Aço (Foto: Divulgação)

A Usiminas afirmou neste sábado (11) que ainda não tem previsão sobre quando retomará a plena produção na usina siderúrgica de Ipatinga (MG), após uma forte explosão ocorrida em de seus equipamentos na sexta-feira (10), que deixou 34 feridos.

“A empresa prossegue com o plano de retomada gradual das operações, com a máxima segurança. Algumas áreas sem conexão com o setor afetado pela ocorrência, como Despacho, Laminação a Frio e Unigal (galvanização), estão reiniciando suas atividades. Até o momento, a empresa ainda não tem previsão de quando retornará a plena produção”, afirmou a companhia em comunicado à imprensa.

Na véspera, um gasômetro, grande tanque que armazena gases gerados pelo processo de produção de aço, explodiu por volta das 12h. A força da explosão, que pode ser vista a quilômetros de distância, causou pânico em Ipatinga, cidade que tem a Usiminas como principal empregadora.

As ações da Usiminas fecharam em queda de 7,27% na sexta, tendo despencado quase 11% no pior momento, logo após as primeiras notícias sobre a explosão em Ipatinga.

A usina em Ipatinga era a única da companhia a continuar produzindo aço bruto. A unidade em Cubatão (SP) parou de produzir a liga no início de 2016 em meio ao fraco crescimento da economia.

A central siderúrgica de Ipatinga emprega cerca de 6.500 trabalhadores diretos e já tinha passado por uma fatalidade na quarta-feira, quando um funcionário terceirizado morreu prestando serviços de manutenção em equipamento na área de aciaria da usina.

A usina de Ipatinga está em operação desde a década de 1960. O complexo tem três altos-fornos, dos quais o número 1 foi reativado em abril deste ano após ficar parado desde 2015 em meio à queda na demanda brasileira por aço.

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