Com a nova rodada do pagamento do auxílio emergencial prevista para ocorrer entre agosto e outubro, o Ministério da Cidadania adiantou que 1.157.856 de pessoas foram excluídas do benefício. No Espírito Santo, pelo menos 20 mil não devem receber mais a ajuda.
O corte, realizado no último mês, se dá por conta de indícios de irregularidades apontados pela Controladoria-Geral da União (CGU) ou em função da revisão mensal, realizada pelo Ministério da Cidadania e pela Dataprev para certificar que os cidadãos permanecem atendendo aos critérios de elegibilidade ao benefício.
No Estado, 20 mil pessoas podem deixar de receber o benefício no valor de R$ 250 por quatro meses, ou R$ 150 para aqueles que moram sozinhos, como explicou o economista Ricardo Paixão.
“A estimativa é feita com base na participação do Estado na economia do País, e aqui a previsão é que cerca de 20 mil pessoas fiquem sem o auxílio. Esse corte no benefício de algumas pessoas faz parte do processo administrativo. Muitas se aproveitam do momento, além de que podem estar recebendo o benefício enquanto outras pessoas, que realmente têm o direito, ficam sem”, explicou Paixão.
De acordo o Ministério da Cidadania, o Espírito Santo conta com 753.799 pessoas elegíveis à extensão do auxílio emergencial, o que representa 18,55% da população.
No entanto, o cidadão que teve o benefício negado pode contestar para reaver o direito de receber as parcelas. Para isso, ele deve cumprir os requisitos previstos na Medida Provisória 1.039/2021 e o regulamento do benefício.
Se ainda assim o auxílio tiver sido cortado, é possível fazer a contestação automática pelo site consultaauxilio.cidadania.gov.br.
O governo federal informou ontem que vai adiantar o pagamento da quarta parcela do auxílio. Os depósitos começam amanhã e acontecem até o próximo dia 30.